Descrição do dado | Corpo físico ou social | Corpo físico | Corpo social | Vídeo | Dados no formato texto | Imagem do dado |
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Estudante de 14 anos, bolsista em escola particular, se suicida após sofrer constante bullying. O estudante era negro, periférico e gay. | Corpo social | Capital | https://www.diariodocentrodomundo.com.br/negro-periferico-e-gay-aluno-de-colegio-de-elite-de-sp-se-matou-apos-homofobia-diz-tio/ | Noticias sobre aluno pobre que se suicidou após sofrer bullying em escola particular | ||
O vídeo é recorte de uma live de aniversário em que a moça esperava receber qualquer outra coisa, menos uma balança. O que choca mais ainda, é o fato de seu próprio namorado a ter presenteado, reforçando a gordofobia, e deixando a moça constrangida. | Corpo físico | Estrutura e dimensões | O presente de Hawa é uma balança | anexado em vídeo | ||
No vídeo, o aluno está nos últimos dias de aula e procura a melhor forma de conseguir recuperar o tempo perdido ao decorrer do bimestre, começando a estudar para não reprovar nas matérias. Já nos comentários do vídeo, as pessoas usam o termo "skin" para se referir que, pela forma como ele se veste, sendo utilizado de forma perjorativa e fazendo ligação com o fato de estar indo mal nas matérias. | Corpo físico | Outra | 1 homem vs 10 recuperações | anexado em vídeo |
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Tweet gordofóbico do deputado federal Nikolas Ferreira. Notícia de 2023 que repercutiu muito na época, o que levantou bastante a questão sobre a causa do preconceito diante das dimensões corporais de uma pessoa. | Corpo físico | Estrutura e dimensões | imagem em anexo |
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Comentário homofóbico em um vídeo em que um homem está se maquiando. | maquiagem |
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Alunos do curso de Direito da PUC gritam para alunos da USP em um jogo os chamando de pobres, cotitas e alguns palavrões. | Corpo social | Capital | Pobre e cotista | |||
Uma breve animação fazendo piada sobre as escolhas típicas para a casa de pessoas pobres | Corpo social | Capital | Preconceito em forma de animação | |||
Vídeo desvalorizando aquisição pela localização | Corpo social | Capital | Vídeo zombando de aquisição de terreno | |||
Recorte de um vídeo em que um jovem faz "piada" sobre estar próximo a pobres e não passar mal. | Corpo social | Capital | Aporofobia | |||
Em uma live, o streamer 'Alanzoka' conta uma piada na qual narra a história de uma criança chamada 'Tijolinho', que apresenta uma característica física atípica devido a um tijolo que caiu em sua cabeça logo após seu nascimento. O tom cômico e pejorativo dessa situação transmite um preconceito contra pessoas com deficiências. | Corpo físico | Características cognitivas | Tijolinho | |||
Em resposta a um comentário cômico de um vídeo, no qual uma mulher compartilha a diferença entre ela e seu marido na hora do parto, há uma associação discriminatória entre as dores que as mulheres enfrentam ao longo da vida e a ideia de que elas seriam 'pecadoras'. | Corpo social | Gênero | Parto |
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O vídeo trata de um react de uma influenciadora a um vídeo de pronunciamento feito por uma outra influenciadora que está envolvida em uma polêmica na plataforma do Tiktok. A influenciadora que se pronuncia possui uma deficiência física nas mãos que é alvo de falas capacitistas feitas nos comentários. | Corpo físico | Estrutura e dimensões | Reagindo ao pronunciamento da estilista juliana | Um dos comentários capacitistas identificados é: "Ela nem dedo tem, imagina ter moral". |
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O vídeo mostra uma influenciadora fazendo um vlog do seu dia no Rock in Rio, onde acabou passando mal e ficando sentada perto da entrada durante os shows. Os comentários do vídeo são gordofóbicos ao justificarem que a influenciadora passou mal por conta de seu peso. | Corpo físico | Estrutura e dimensões | Vlog do RIR | Um dos comentários gordofóbicos é: "Não tinha comida para elefante no rock in rio", feito em resposta ao comentário "Ela passou mal de que?". |
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O vídeo mostra uma mulher se arrumando para ir ao Rock in Rio e fazendo o passo a passo da roupa que foi escolhida para a ocasião. Os comentários feitos no Tiktok são em sua maioria gordofóbicos, sendo direta ou indiretamente sobre o peso da influenciadora e sua aparência. | Corpo físico | Estrutura e dimensões | Arrume-se comigo pro RIR | Alguns dos comentários são: "o cropped em mim daria um vestido"; "gente, era tão óbvio"; "o colar sumindo KKKKK"; entre muitos outros. |
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A líder estudantil Jade Beatriz e sua namorada sofrem um ataque machista e homofóbico ao irem a uma padaria. Em seu discurso, o agressor alega que, a justificativa para elas serem um casal homoafetivo é falta de "homem" (de maneira pejorativa). Demonstrando um claro preconceito de gênero e sexualidade ao afirmar que falta algo a elas. | Corpo social | Comunidade queer | A líder estudantil Jade Beatriz e sua namorada sofrem um ataque machista e homofóbico ao irem a uma padaria. | |||
Vídeo mostrando adolescentes andando no shopping com legenda e comentários de ódio gratuito contra os jovens que estão apenas passeando. | Corpo físico | Idade | Nada que eu odeie mais que adolescente |
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O post do Instagram discrimina todas as crianças com ausência do pai na família, ao afirmar no conjunto de texto e fotos que meninos brancos sem pai mudam de gênero e meninos negros sem pai se tornam bandidos. Os dois contextos são preconceituosos, mas a foto de meninos negros com armas nas mãos, causa um impacto maior do preconceito racial. | Corpo físico | Marcas étnicas ou raciais | GAROTOS NEGROS SEM PAI |
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O post do Instagram discrimina todas as crianças com ausência do pai na família, ao afirmar no conjunto de texto e fotos que meninos brancos sem pai mudam de gênero e meninos negros sem pai se tornam bandidos. | Corpo social | Comunidade queer | GAROTOS BRANCOS SEM PAI | GAROTOS BRANCOS SEM PAI |
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O vídeo foi retirado de uma trend do tiktok, e mostra um grupo de meninos comemorando por achar um grupo de mesmo números de meninas para "ficar", porém, logo depois eles demonstram certo desgosto por umas das meninas que não estaria no padrão de beleza que eles gostariam, e então é dito que eles precisam de um "herói", que seria um dos meninos do grupo disposto a ficar com essa menina, mesmo que eles não a considerem bonita. Em grande maioria, se não todos, os vídeos apresentam algum tipo de preconceito ao referenciar a mulher fora do padrão de beleza, sendo gordofobia, racismo, machismo, homofobia, capacitismo, entre outros. | Corpo físico | Estrutura e dimensões | I need a "Hero"/ gordofobia e homofobia | |||
O vídeo foi retirado de uma trend do tiktok, e mostra um grupo de meninos comemorando por achar um grupo de mesmo números de meninas para "ficar", porém, logo depois eles demonstram certo desgosto por umas das meninas que não estaria no padrão de beleza que eles gostariam, e então é dito que eles precisam de um "herói", que seria um dos meninos do grupo disposto a ficar com essa menina, mesmo que eles não a considerem bonita. Em grande maioria, se não todos, os vídeos apresentam algum tipo de preconceito ao referenciar a mulher fora do padrão de beleza, sendo gordofobia, racismo, machismo, homofobia, capacitismo, entre outros. | Corpo físico | Estrutura e dimensões | I need a "Hero"/ Gordofobia e Racismo | |||
Postagem com teor homofóbico e comentário racista de usuários do TikTok. | Corpo social | Comunidade queer |
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O vídeo foi retirado de uma trend do tiktok, e mostra um grupo de meninos comemorando por achar um grupo de mesmo números de meninas para "ficar", porém, logo depois eles demonstram certo desgosto por umas das meninas que não estaria no padrão de beleza que eles gostariam, e então é dito que eles precisam de um "herói", que seria um dos meninos do grupo disposto a ficar com essa menina, mesmo que eles não a considerem bonita. Em grande maioria, se não todos, os vídeos apresentam algum tipo de preconceito ao referenciar a mulher fora do padrão de beleza, sendo gordofobia, racismo, machismo, homofobia, capacitismo, entre outros. | Corpo físico | Estrutura e dimensões | I need a "Hero"/ Capacitismo | |||
O vídeo foi retirado de uma trend do tiktok, e mostra um grupo de meninos comemorando por achar um grupo de mesmo números de meninas para "ficar", porém, logo depois eles demonstram certo desgosto por umas das meninas que não estaria no padrão de beleza que eles gostariam, e então é dito que eles precisam de um "herói", que seria um dos meninos do grupo disposto a ficar com essa menina, mesmo que eles não a considerem bonita. Em grande maioria, se não todos, os vídeos apresentam algum tipo de preconceito ao referenciar a mulher fora do padrão de beleza, sendo gordofobia, racismo, machismo, homofobia, capacitismo, entre outros. | Corpo físico | Estrutura e dimensões | I need a "Hero"/ gordofobia | |||
Em 2023, a rede de streaming "Max" desenvolveu uma adaptação do jogo "The last of us" para o formato de série. O episódio três intitulado "Long, long time" possuía o foco em um casal gay entre os personagens Frank e Bill, que passam a vida tentando sobreviver em um cenário apocalíptico. Em determinado momento do episódio, Frank fica doente e seu estado se agrava, então os dois decidem morrer juntos. Ambos os personagens existiam no jogo original, mas não eram um casal e muitos espectadores não gostaram dessa adaptação e fizeram comentários preconceituosos na rede social "X" | Corpo social | Comunidade queer |
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Em um jogo entre Corinthians e Palmeiras, os torcedores do Corinthians jogaram uma cabeça de porco no gramado, pois o porco é visto como uma representação anímica do time Palmeiras. O tweet traz marcas de intolerância quanto ao corpo físico de um torcedor que estava no estádio assistindo ao jogo citado, o comparando ao porco atirado no gramado. A visão é reiterada por um dos comentários, a saber: "achamos o resto do porco". | Corpo físico | Estrutura e dimensões |
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A postagem traz um vídeo gravado em um elevador de uma garota com a frase "eu super votaria no prefeito q prometesse distribuir ozempic", uma medicação para diabetes que se popularizou por seu uso indevido voltado ao emagrecimento. Apesar do tom humorístico, há na postagem uma conotação de supervalorização da magreza e, consequentemente, desvalorização de outros corpos. Esse tema está atrelado a questões de autoimagem e automedicação. | Corpo físico | Estrutura e dimensões | Cansei de esconder |
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No vídeo, um jovem dançando com sua amiga ou namorada recebe comentários gordofóbicos, com piadas cruéis sobre o peso dos dois. Muitos comentários comparam os corpos deles a objetos grandes ou fazem insinuações desumanizantes. | Corpo físico | Estrutura e dimensões | Gordofobia. | Na postagem de um casal dançando há comentários gordofóbicos. |
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A imagem de pés calçados com tênis é legendada com o termo POV - point of view (em português ponto de vista, utilizado para retratar acontecimentos de maneira imersiva para o usuário que assiste o vídeo). O autor da publicação afirma que o aquecimento global está se agravando já que no momento ele vê mais baleias na rua que no mar. A imagem foi publicada na rede social "TikTok". | Corpo físico | Estrutura e dimensões | Imagem legendada de pés calçados com tênis | "pov: você percebeu q o aquecimento global tá ficando sério quando tá vendo mais baleia na rua doq no mar..." |
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A imagem de menina cobrindo o rosto é legendada com texto em que ela afirma odiar pessoas que possuem gordura corporal. A imagem foi publicada na rede social "TikTok". | Corpo físico | Estrutura e dimensões | Imagem legendada de menina cobrindo o rosto | "Cansei de esconder, odeio gente que acha q tem bundao e coxa mas é só gordura #vaiemagrecer" |
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Uma baiana (geralmente relacionadas a religiões de matrizes africanas) conta em um podcast uma situação vivenciada por ela onde o preconceito religioso e intolerancia religiosa ficam evidentes. | Corpo social | Religiosidade | Intolerância religiosa disfarçada | |||
Esse comentário utiliza uma metáfora exagerada para ridicularizar o corpo e os hábitos alimentares da pessoa mencionada. Ao insinuar que ela consome alimentos em uma quantidade absurda, o comentário reforça estereótipos negativos sobre a pessoa do vídeo, desvalorizando-a e promovendo uma visão desrespeitosa. | Corpo físico | Estrutura e dimensões |
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Imagem mostra comentário publicado em resposta ao vídeo onde uma menina comenta sobre padrões de beleza e experiências amorosas. O vídeo foi publicado na rede social "TikTok". | Corpo físico | Estrutura e dimensões | Vídeo onde menina comenta sobre padrões de beleza e experiências amorosas | "Quando vai sair a tradução?" |
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Imagem mostra comentário onde o usuário afirma odiar pobres. O comentário foi publicado na rede social "X". | Corpo social | Capital | "Odeio pobres. Miseráveis, indigentes, falidos, desamparados, desvalidos, POBRES." |
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Imagem mostra comentário onde o usuário afirma que "ninguém gosta de pobre". O comentário foi publicado na rede social "X". | Corpo social | Capital | "Galera tem que entender que ninguém gosta de pobre mesmo. Nem pobre gosta de pobre porque se o pobre gostasse de pobre, o pobre não queria deixar de ser pobre. Aceitem, é a vida.. "Ah, mas o pobre..." Cai na real... Você também não gosta, só tá falando isso pra aparecer, irmão" |
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Imagem mostra comentário em que o usuário diz que o Brasil não deveria ser uma democracia porque existem muitos analfabetos no país. O comentário foi publicado na rede social "X". | Corpo social | Formação intelectual | "Pobreza pega igual vírus. Odeio pobreza. Não deveria ter democracia num país de tanta gente pobre e analfabeta como o nosso" |
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Imagem mostra comentário onde o usuário compara a "pobreza" a um vírus. O comentário foi publicado na rede social "X". | Corpo social | Capital | "Pobreza pega igual vírus. Odeio pobreza. Não deveria ter democracia num país de tanta gente pobre e analfabeta como o nosso" |
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Postagem de comentário publicado na rede social "X" em resposta ao vídeo em que um homem perde num jogo de apostas. | Corpo social | Capital | "Quanto mais pobre mais ganancioso e burro" |
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Postagem mostra usuário comentando o motivo para "odiar pobres". | Corpo social | Capital | Usuário 2: Sim, eu não odeio pobres de fato. É uma brincadeira, se bem que quase todo pobre hoje é barraqueiro, feiticeiro, brega, exibido. Então dá quase no mesmo. |
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Comentário feito no X de um post onde repostaram um video onde uma mulher crítica a situação da casa das pessoas que moram em uma favela que foi reestruturada. | Corpo social | Capital |
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Comentário feito no X de um post onde repostaram um video onde uma mulher crítica a situação da casa das pessoas que moram em uma favela que foi reestruturada. | Corpo social | Capital |
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Comentário feito no X de um post onde repostaram um video onde uma mulher crítica a situação da casa das pessoas que moram em uma favela que foi reestruturada. | Corpo social | Capital |
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Comentário feito em um video onde uma mulher crítica a situação da casa das pessoas que moram em uma favela que foi reestruturada. | Corpo social | Capital |
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Nesse video retirado do tik tok e repostado no X uma mulher comenta sobre a situação da casa de uma pessoa que mora em uma favela que foi reestruturada, a moça do video diz que "algumas pessoas não servem para viver nesse tipo de casa" por conta da quantidade de coisas acumuladas, remetendo à ideia de que o pobre tem que aceitar qualquer coisa sem reclamar porque era pior antes. | Corpo social | Capital | mulher reclamando | |||
Vídeo mostra influenciadora popular afirmando que só aceita críticas de pessoas magras. | Corpo físico | Estrutura e dimensões | Vídeo da influenciadora | "Então assim, eu só aceito crítica de gente magra e ultimamente nem isso, entendeu? Porque vem umas capa de botijão de gás, ou melhor, a bola do Quico recheada do Chavez, comentar na minha foto. Me engole, botijão de gás, ou melhor, bola do Quico." | ||
Em uma avaliação de uma escola encontrada no aplicativo 'Google Maps', temos a utilização de um termo altamente pejorativo, associando uma característica cognitiva divergente ao ensino da instituição. | Corpo físico | Características cognitivas |
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Vídeo da plataforma Tiktok em que há uma mulher com a música de fundo de um funk com a letra "é só um lance" e a legenda do vídeo é "quando ele [o homem] é lindo mas é pobre"; preconceito de capital explicito, em que a mulher só namoraria o homem se ele fosse rico [apenas por ser rico] | Corpo social | Capital | homem rico | |||
No link do vídeo, extraído da rede social Tiktok, a menina fala sobre "coisas que passam a vibe de pobre". Ela fala diminuindo os objetos que considera de "pobre" como brega. O preconceito de aporofobia é explicito durante o vídeo todo. | Corpo social | Capital | ranco | |||
No link do vídeo há um homem, branco e padrão, dizendo coisas que passam a "vibe de pobre" e que, por isso, são bregas. Ele cita: empinar moto, fazer risco no cabelo/sobrancelha, usar luz de Led no quarto, colocar extensão de cílios (tudo isso apenas passou a ser considerado de "pobre" apenas depois que começou a ser acessível à outras classes sociais) | Corpo social | Capital | luzinhas de led | |||
Print de uma trend da rede social do tiktok onde se diz "verdades até ser cancelado". Na imagem há aporofobia; preconceito contra classes sociais desfavorecidas. Há o preconceito de que "pobres não podem ganhar salários decentes pois assim conseguem comprar moto e fazer barulho empinando elas". | Corpo social | Capital |
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A seguinte foto em vídeo mostra um gráfico falso com a legenda "lesões testiculares nos esportes femininos", em que existe uma crescente a partir de 2020. Ele emula, no caso, indiretamente, a crescente participação de mulheres trans nos esportes femininos, empregando a genital como única definidora da identidade de gênero de uma pessoa. É, portanto, transfóbico ao invalidar a identidade de mulheres trans. | Corpo social | Gênero | Crescente transfobia | |||
No dado abaixo, retirado do jornal A Tribuna, uma adolescente trans foi impedida de usar o banheiro feminino devido ao preconceito existente na sociedade ao diferente. O ambulante (agressor) impediu a moça de usar o banheiro, assumindo que ela poderia ser um perigo para as outras mulheres que frequentam o banheiro. Nisto, outras pessoas se juntaram para apoiar o agressor, ignorando a violência que a vítima estava sofrendo . Abaixo pode ser lido o depoimento da testemunha sobre o caso. COLOCAR O LINK PARA A NOTÍCIA. | Corpo social | Comunidade queer | Adolescente trans é impedida à força de usar banheiro feminino em Santos [30/07/2024]. TESTEMUNHA: "A adolescente trans estava gritando, falando que tinha sido puxada com muita força, que a unha dela tinha caído no chão, e comecei a observar o fato. Tinha um outro grupo que estava apoiando o senhor que puxou e a agrediu falando que não poderia entrar no banheiro porque ali havia crianças". TESTEMUNHA: "Um pai responsável sabe que uma criança não pode ir sozinha a nenhum lugar público. Ele estava tentando se esconder, através do bom cidadão, e falava que podia acontecer alguma coisa porque tem uma pessoa trans no banheiro. Não consigo entender como um ser humano pode pensar dessa forma e que tem gente que apoia ainda". |
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Na imagem fazem uma comparação, em que um estilo de vida é superior, em razão do número de pessoas que morrem por suicídio. Banalizando as mortes e satirizando as pessoas que curtem ou vivem um determinado estilo de vida, no caso em questão funkeiro X rockeiro. ARGUMENTAR MAIS QUANTO AO PRECONCEITO. JUSTIFICANDO A IMAGEM DO VOCALISTA DO LINKIN PARK QUE SE SUICIDOU. OU ELIMINAR A FICHA. | Corpo social | Tradição e mudança | Se funk é tão ruim Pq só rockeiro se mata? |
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Após quatro meninos postarem um vídeo no TikTok, um usuário fez um comentário racista e escravista sobre o menino branco ser "dono" dos outros três. | Corpo físico | Marcas étnicas ou raciais |
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Após uma internauta postar um vídeo dizendo para mulheres jovens usarem roupas curtas, diversos comentários machistas e aporofóbicos foram feitos. FAZER OUTRAS 2 FICHAS REFERINDO "CAPITAL" E "ETARISMO" COMO PRECONCEITOS. | Corpo social | Gênero |
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Comentários gordofóbicos no vídeo de uma menina comemorando a festa de quinze anos. | Corpo físico | Estrutura e dimensões |
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Postagem com teor homofóbico e comentário racista de usuários do TikTok. | Corpo físico | Marcas étnicas ou raciais |
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Na imagem anexa, é possível ver comentários de pessoas reagindo a um vídeo em que a atriz Paola Oliveira expressa seu descontentamento por estar presa em um aeroporto em Paris. Os comentários, no entanto, são centrados na aparência da atriz - mesmo que a temática do vídeo seja outra. Utilizam termos como "apodreceu", "já tá [sic] com braço de tia da merenda", "vovó" e muitos outros para se referirem a ela. Os termos utilizados, além de desrespeitosos, objetificam a existência da mulher, pois essa é tratada como figura estética, apenas. | Corpo social | Gênero | Video Paola Oliveira |
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O vídeo mostra uma mulher jovem com roupas sociais subindo em uma bicicleta com a frase "Minha irmã no seu primeiro dia de estágio na ✨️prefeitura✨️" destacada Os comentários destacados sugerem que para a jovem vir a ter um carro para se locomover até o estágio seria através de relações sexuais com homens mais velhos e com posses. Esse discurso machista advém da ideia de que a única forma de uma mulher progredir economicamente é usando seu corpo como moeda de troca nas relações com autoridades masculinas. |
Corpo social | Gênero | "Minha irmã no seu primeiro dia de estágio na prefeitura" |
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"Meme" com violência explícita contra a mulher. No print do meme, há uma mulher que sofreu violência física. Na porta, há uma criança que pergunta [tradução] "papai, você está ganhando [a briga]?" O "meme" faz alusão de que homens pretos são violentos com suas companheiras/mulheres. Há a presença de misoginia e racismo explícitos. | Corpo social | Gênero | [tradução] Papai, você está ganhando [a briga]? |
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Nos comentários, há discurso de ódio contra pessoa com autismo. | Corpo físico | Características cognitivas | autismo | "vc fala isso todo video filha" |
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Os comentários do seguinte vídeo, onde uma mulher trans mostra seu "renascer" ao transicionar com fotos de antes e depois, evidenciam transfobia, em que o próprio comentário "PAREM DE COMENTAR COISAS PRECONCEITUOSAS, NAO CONSIGO RESPOBDER E CURTIR TUDO" evidencia a autoconsciência desse preconceito e a grande quantidade de comentários preconceituosos. | Corpo social | Comunidade queer | Transição | "PAREM DE COMENTAR COISAS PRECONCEITUOSAS, NAO CONSIGO RESPOBDER E CURTIR TUDO" "Rolei tanto pra baixo que vim parar no inferno" "Falta de um pai rigoroso "Mundo tá perdido,vai procurar a Deus" [Gif de metralhadora] [Gif de um homem caminhando em fogo] |
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A foto em vídeo mostra uma comparação entre supostos influenciadores para garotos no passado e outros influenciadores que hoje atuam. Numa seleção arbitrária, desvaloriza as mídias infantis de hoje, tratando-as como "feminilizadoras" dos garotos que as assistem. Acaba, assim, por excluir a diversidade de expressão identitária e reforçar valores passados como superiores. | Corpo social | Tradição e mudança | Influenciadores de hoje |
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Preconceito linguístico regional explícito, preconceito contra mulheres e animais. A mulher que está na capa do vídeo do print é a jogadora de futebol Marta Silva, nordestina e preta. No print do tweet há presença de preconceito e racismo [sotaque de Paraíba nojento], [Esse prato de disgenia], e a o ódio contra animais [Esse maldito pulguento {que se refere a um cachorro que está num carrinho de bebê}]. | Corpo social | Nacionalidade |
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Vídeo breve de uma mulher, mostrando seu rosto e cantando para câmera, gerou comentários ridicularizando sua aparência, comparando sua fisionomia com jogos de vídeo game/computador e afins. | Corpo físico | Estrutura e dimensões |
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Vídeo de uma moça se arrumando. A maquiagem alternativa e o corte de cabelo incomum geraram comentários a ridicularizando, expondo opiniões intolerantes, machistas e até extremistas, motivos pelos quais crianças e adolescentes hoje se sentem pressionados esteticamente na internet. | Corpo social | Tradição e mudança |
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Notícia em portal da internet do cantor Shawn Mendes falando sobre sua sexualidade em show. Comentários ridicularizando e pressionando o mesmo quanto ao rótulo sexual mostram desrespeito quanto à identidade do cantor e implicam em pressão social externa para adolescentes e jovens sobre suas próprias identidades e sexualidades. | Corpo social | Comunidade queer |
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O meme sugere, por meio da ambiguidade da palavra "gostoso", que se o autor fosse chamado assim por uma pessoa gorda, se sentiria ameaçado. O caráter ambíguo se expressa nas acepções da palavra enquanto elogio sensual/físico ou alimentício. | Corpo físico | Estrutura e dimensões | Ameaça | "Gord4: você é muito "gostoso" Eu tentando entender se foi um elogio ou uma ameaça" |
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A foto, junto à legenda "Quanto tempo você levou pra perceber que não tem sofá na imagem?", evidencia certo humor por uma quebra de expectativas: o aparente sofá em que a mulher se assenta seriam, na realidade, suas pernas. Nesse sentido, seu corpo é alvo de escárnio. Isso é exposto mais claramente nos comentários, onde usuários se "horrorizam" e riem da moça. | Corpo físico | Estrutura e dimensões | Mas não é? |
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O vídeo, que mostra uma mulher cozinhando, com a legenda "Quando você chega em casa E a esposa ta preparando Um frango com calabresa 👀", é transfóbico. Quando a moça mexe a panela, suas partes íntimas se evidenciam junto com o balançar de corpo, mostrando que a mulher é transgênero. Nesse sentido, ao tentar alcançar um valor de piada, reforçado pelos comentários, trata a transgeneridade como anomalia e motivo de riso. Além disso, os comentários sexualizam e objetificam mulheres trans. | Corpo social | Comunidade queer | Quando você chega em casa E a esposa ta preparando Um frango com calabresa | "Depôs de 10 minutos entendi que a calabresa era a sobremesa 😂😂😂😂" [Resposta]: "No caso, vc é a sobremesa" [Resposta]: "Deus me livre 🙏" [Resposta]: "Com essa cara de boneca eu vai ser a sobremesa da calabresa" |
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No vídeo (2:26min até 2:50min), observa-se de forma explicita o ato de xenofobia contra uma brasileira no aeroporto em Portugal. Nesse contexto, devido a um incidente com a mala durante o desembarque. A brasileira narra que a mala caiu no seu pé e demonstrou que doeu, o que leva outra moça portuguesa, que acompanhava aquela outra, a insultar a brasileira. | Corpo social | Nacionalidade | Brasileira em aeroporto portugues | |||
No livro “As caçadas de Pedrinho” do escritor Monteiro Lobato, na página 41, a boneca Emília se dirige à tia Nastácia com termo preconceituoso: “- E você, pretura?” | Corpo físico | Marcas étnicas ou raciais | A boneca fez um muxoxo de pouco-caso. Depois, voltando-se para Tia Nastácia: - E você, pretura? Tia Nastácia não pôde responder. |
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No livro “As caçadas de Pedrinho” do escritor Monteiro Lobato, na página 37, o narrador faz uma comparação preconceituosa entre a Tia Nastácia e “macaca de carvão “. | Corpo físico | Marcas étnicas ou raciais | Sim, era o único jeito - e Tia Nastácia, esquecida dos seus numerosos reumatismos, trepou que nem uma macaca de carvão pelo mastro de São Pedro acima, com tal agilidade que parecia nunca ter feito outra coisa na vida senão trepar em mastros. |
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No livro “As caçadas de Pedrinho” do escritor Monteiro Lobato, na página 22 tem uma fala preconceituosa da boneca Emília sobre a Tia Nastácia. | Corpo físico | Marcas étnicas ou raciais | “— É guerra e das boas. Não vai escapar ninguém - nem Tia Nastácia, que tem carne preta.” |
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O trecho faz parte de uma série de ataques gordofóbicos que Rowling constrói para vilanizar uma criança, o primo de Harry. É importante notar que numa discussão entre adultos, um criança é ferida e desmoralizada, sendo tratada como alguém que, por ser pequeno, pode ser abusado, no lugar de seu pai. A comparação de seu corpo com o de um porco é algo que ocorre frequentemente com crianças de maiores dimensões corporais, que são associadas a animais de grande porte para ridicularizá-las. A disseminação desse tipo de preconceito é algo que tem consequências sérias e danosas para todas as crianças que entram em contato com esse tipo de discurso, ainda mais quando proferido por um dos "bonzinhos" da série contra um dos vilões. O contexto é uma discussão entre o tio Valter e Hagrid, quando o gigante vem buscar Harry para levá-lo a Hogwarts. |
Corpo físico | Estrutura e dimensões | "—... Vai estudar com garotos iguais a ele, para variar, e vai estudar com o maior mestre que Hogwarts já teve, Alvo Dumbled... — NÃO VOU PAGAR A NENHUM VELHO BIRUTA E PATETA PARA ENSINÁ-LO A FAZER MÁGICAS! - gritou tio Válter Mas ele finalmente fora longe demais. Hagrid agarrou o guarda-chuva e girou-o por cima da cabeça. — NUNCA — trovejou — INSULTE... ALVO... DUMBLEDORE... NA... MINHA FRENTE! E girou o guarda-chuva no ar baixando-o até apontar para Duda — houve um lampejo de luz violeta, o estalo de uma bombinha, um grito agudo e, no segundo seguinte, Duda estava dançando no mesmo lugar com as mãos apertando a barriga banhuda, guinchando de dor. Quando Duda virou de costas, Harry viu um rabo de porco enroscado subindo de um buraco nas calças dele." (ROWLING, J. K. Harry Potter e a pedra filosofal. Rio de Janeiro: Rocco, 2015, p. 48). DADO REPETIDO. MELHOR ELIMINAR SE CONFIRMADA A REPETIÇÃO |
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A fala de Hagrid ridiculariza uma criança por ser gorda, ecoando discursos gordofóbicos, uma violência verbal que é perigosa e tem sérios impactos na vida de crianças. É importante notar que a autora coloca Hagrid, um gigante, para ser gordofóbico, como se o fato de o personagem ser grande lhe desse licença para ser preconceituoso. Além disso, ela também faz da gordofobia um atalho para vilanizar um personagem de forma superficial, ou seja, trata-se de um recurso literário muito utilizado por autores que desejam rapidamente associar traços corporais a personagens que o leitor não deve gostar. | Corpo físico | Estrutura e dimensões | "Ninguém disse nada enquanto o gigante trabalhava, mas assim que ele empurrou as primeiras salsichas gordas e suculentas, ligeiramente queimadas, do espeto, Duda se mexeu. Tio Valter disse com rispidez: — Não toque em nada que ele lhe der, Duda. O gigante deu uma risadinha ameaçadora. — Esse pudim de banha do seu filho não precisa engordar mais, Dursley, não se preocupe." (ROWLING, J. K. Harry Potter e a pedra filosofal. Rio de Janeiro: Rocco, 2015, p. 40-1) |
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Na passagem recortada, Hagrid, um dos heróis da série Harry Potter, é explicitamente gordofóbico com o primo do protagonista, que é frequentemente descrito como gordo e tem seu corpo associado a traços de ganância, violência e burrice. A associação do corpo gordo à vilania é frequentemente utilizada por Rowling para criar uma caricatura que dissemina preconceito e ódio a pessoas de maior índice de massa corporal. Além disso, a palavra "guincho", utilizada para descrever o som que Duda faz, está relacionada a uma futura comparação de si com porcos. | Corpo físico | Estrutura e dimensões | "O gigante [Hagrid] espremeu-se para entrar no casebre, curvando-se de modo que a cabeça apenas roçou no teto. [...] Ele se virou para encarar todos. — Não poderia preparar uma xícara de chá para nós, poderia? Não foi uma viagem fácil... E dirigiu-se ao sofá onde Duda estava paralisado de medo. — Chegue para lá, gordão - disse o estranho. Duda soltou um guincho e correu a se esconder atrás da mãe..." (ROWLING, J. K. Harry Potter e a pedra filosofal. Rio de Janeiro: Rocco, 2015, p. 39) |
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Na postagem o usuário se refere ao corpo de outros como barril, quando eles se autoavaliam por meio de um body checking (BC). | Corpo físico | Estrutura e dimensões |
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O vídeo consiste na modelo Kate Moss desfilando no mais recente evento da Victoria Secrets, evento este que foi responsável por difundir práticas como de bulimia e anorexia, e o culto à magreza extrema nos anos 2000. A modelo, quando mais nova, apresentava falas que reforçam o ideal de um corpo magro como na frase do vídeo. | Corpo físico | Estrutura e dimensões | Kate Moss - Culto a magreza |
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No vídeo, o homem exige que sua esposa sirva seu prato no jantar, seguem os comentários dos vídeos. Nos comentários podemos ver diversas pessoas concordando com o homem, dando a entender que ela estaria exagerando, que seria obrigação dela fazer isso ou até mesmo que ela não seria uma boa esposa por ter recusado. Além da tentativa de diminuir a mulher, dando a entender que ela não seria uma boa esposa por não obedecer ou por, na visão deles, negligenciar o marido, podemos ver diversas outras formas de mostrar o preconceito, como a ideia de que apenas o homem trabalha, ignorando todo o trabalho que a mulher faz em casa e tratando como se não desse trabalho e que elas ficam em casa "fazendo nada o dia todo" |
Corpo social | Gênero |
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No vídeo podemos ver um homem chegando em casa e vendo sua esposa sentada comendo enquanto alimenta o filho mais novo. Mesmo vendo que ela estava ocupada ele exige que ela coloque a comida no prato para ele, e fica bravo quando ela nega. | Corpo social | Gênero | homem quer comida no prato |
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A captura de tela mostra uma troca de mensagens. A mulher havia comentado no post do homem ridicularizando a foto do céu, como se isso diminuísse a masculinidade dele. Em resposta, ele disse que homens podem tudo, diferentemente das mulheres. A conversa exibe ideias antiquadas e engessadas sobre gêneros, seus papéis e limitações. | Corpo social | Gênero |
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A imagem mostra duas capturas de tela: um post feito por uma garota, que afirma superar relacionamentos rapidamente, e os comentários deixados por internautas no vídeo dela. Os comentários são maldosos e atacam as dimensões e hábitos alimentares da garota, que nem eram o foco da postagem dela. | Corpo físico | Estrutura e dimensões |
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O comentário em uma publicação de um casal se encontrando envolve intolerância discursiva. Isto acontece pois este comentário envolve uma comparação desrespeitosa e ofensiva, chamando a mulher de "lobisomem", que, por sua vez, tem conotações depreciativas. Ao usar a aparência física de uma mulher negra e alta como motivo para zombaria, o comentário reforça estereótipos racistas e preconceituosos. Isso reflete a desumanização de uma pessoa com base em características físicas e raciais, o que configura um tipo de discriminação e racismo. | Corpo físico | Marcas étnicas ou raciais |
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Na música "Mulher Não Manda Em Homem" observa-se um retrato machista e sexista da mulher onde ela somente é valorizada nos trabalhos domésticos. | Corpo social | Gênero | Mulher Não Manda Em Homem | Com tanta roupa suja em casa Você vive atrás de mim Mulher foi feita para o tanque E homem para o botequim |
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O casal Helton e Vitor assumem o relacionamente no Instagram e recebem comentários homofóbicos. | Corpo social | Comunidade queer | "Presentear vcs ? Tá de sacanagem! Cada um faz o que quiser da vida, mas ninguém é obrigado a engolir tudo. Não precisam se exibirem, viva a vida de vcs no anonimato! Parem de banalizar cousas que fogem o que a natureza criou . Tanto que se todos tomassem esta decisão, acabaria a espécie Humana." |
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O casal Helton e Vitor assumem o relacionamento no Instagram e recebem comentários homofóbicos. | Corpo social | Comunidade queer | "Meu Deus minha alma sai ate do meu corpo quando eu vejo dois homens ou duas mulheres dizer que somos uma casa" |
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Um casal homossexual assumindo o relacionamento nas redes sociais. | Corpo social | Comunidade queer | "Casal? Não segundo a biologia" |
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Uso de características físicas estereotipadas para descrever personagem no livro Pântano de Sangue, de Pedro Bandeira. | Corpo físico | Marcas étnicas ou raciais | E o turista, branquelo e obeso, de camisa florida deu um beijo de Tarzan para tranquilizar a sua gorducha Cindy Lou. |
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Descrição de personalidade da pessoa, a partir de característica física, no livro Pântano de Sangue, de Pedro Bandeira. | Corpo físico | Estrutura e dimensões | "A voz do grandalhão trovejava, mas não parecia agressiva" |
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Descrição de estranhamento na gentileza da personagem a partir de característica física, no livro "Pântano de Sangue", de Pedro Bandeira. | Corpo físico | Outra | "A voz do homem era educada, mas era grossa demais, como a de um barítono de ópera." |
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Uso do termo "magrelo" na descrição de personagens do Livro "Pântano de Sangue", de Pedro Bandeira. | Corpo físico | Estrutura e dimensões | "O barbudinho anda deixando recados malucos em tudo que é canto- informou o magrelo." |
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Uso do termo "palerma" na descrição de personagens do Livro Pântano de Sangue, de Pedro Bandeira. | Corpo físico | Características cognitivas | "O palerma remava com afinco, mas o baixinho não parecia muito disposto. " |
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Preconceito em relação a indígenas no livro de Pedro Bandeira "Pântano de Sangue". | Corpo físico | Marcas étnicas ou raciais | "Um índio! Aquilo era um índio? Tinha um porte altivo e um físico de dar inveja a qualquer atleta. Mas, pelo jeito, estava disfarçado de branco. Cabelos penteados, óculos escuros e uma camiseta nova, onde se lia o nome de uma universidade americana. " |
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Descrição de personagem usando a característica física "careca" no livro Pântano de Sangue , de Pedro Bandeira. | Corpo físico | Outra | "só se podia ver a careca" |
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Neste vídeo, uma dupla é vista imitando macacos em uma roda de samba. O ato em si já é problemático ao associar o samba - estilo musical popular brasileiro, originado na cultura afro-brasileira -, a macacos, isto é, estão associando a população negra ao animal e remetendo ao racismo que é danoso à população brasileira ao diminuir um grupo de pessoas apenas pela cor da pele. O episódio pode ser observado no início do vídeo até o tempo 0:13. | Corpo físico | Marcas étnicas ou raciais | Dupla é acusada de racismo após imitar macacos em roda de samba no Rio | |||
Texto, fotografia e comentários ofensivos em relação aos corpos femininos. | Corpo social | Gênero |
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Na frase "Ainda se encontra mulher barata. Você me custou pouco, um cafezinho", do livro A Hora da Estrela, de Clarice Lispector, a intolerância discursiva se manifesta por meio da objetificação e desvalorização da mulher. A expressão "mulher barata" sugere que a mulher tem um valor econômico, reforçando estereótipos machistas e degradantes. A continuação, "você me custou pouco, um cafezinho", intensifica essa intolerância ao tratar a mulher como uma mercadoria que pode ser adquirida por um valor simbólico. Esse discurso reflete uma postura de desrespeito e discriminação em relação à dignidade feminina. | Corpo social | Gênero |
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Cuida-se de uma postagem da influencer Priscila Ju, que posta vídeos provando comidas da Coreia do Sul. Nesse vídeo, ela aparece junto com um outro influencer, que é negro, recebendo também comentário ofensivo. Nos comentários, as pessoas fazem especulações sobre a relação dos dois. Porém há alguns que, em razão do contexto do vídeo, usam o verbo "comer" em um duplo sentido, colocando a menina na condição passiva de "ser comida". Trata-se de uma forma muito desagradável, preconceituosa e grosseira de se referir e de colocar a mulher dentro de uma relação com o homem, a depender da sua origem. INSEIR IMAGEM EM OUTRO FORMATO | Corpo social | Gênero | Provando docinhos coreanos com o tet |
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No vídeo da influenciadora Manuz na plataforma tiktok onde ela indica carros automáticos baratos, há um comentário machista dizendo que ela combinaria melhor com uma lava e seca automática. | Corpo social | Gênero | Carros Automáticos |
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Há mais de um ano, em 26 de Janeiro de 2023, Vinícius Júnior recebeu um dos mais violentos ataques racistas enquanto jogador estrangeiro e preto dentro dos campos europeus, que como se não bastassem, ocorrem até hoje. Os autores (comuns) da vez foram torcedores organizados de uma equipe arquirrival, da mesma cidade de seu clube, Real Madrid, da Espanha. Entre a diversidade de adversários dentro do campeonato espanhol, Vini encontra a afronta de padrão intolerante e racista com boa parte deles. Os apoiadores "ultras" (termo designado ao tipo de torcedor mais fanático) do Atlético de Madrid têm como lema "Madrid odeia o Real", entretanto, dessa vez atravessaram o limite da rivalidade intitucional enquanto partiram a uma ofensa desumana, contra a vida do atleta. Além de representarem seu corpo de maneira objetificada e opaca com um boneco da cor marrom, penduraram-no enforcado numa ponte. Esta demonstração se associa ao histórico de ataques por gritos, cânticos e objetos atirados, substancialmente invocados pelo preconceito contra a posição que o ocupa o negro brasileiro. | Corpo social | Condição de liberdade |
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O post e os comentários são depreciativos e têm um teor preconceituoso em relação à descendência e ao porte físico da pessoa na foto. | Corpo físico | Marcas étnicas ou raciais | O post e os comentários são depreciativos e têm um teor preconceituoso em relação à descendência e ao porte físico da pessoa na foto. |
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Retirado do livro de literatura infanto-juvenil "A droga da obediência", de Pedro Bandeira. A história é sobre um grupo autodenominado de "Os Karas", formado por adolescentes de um colégio particular de São Paulo. O grupo, composto pela melhor atleta, o mais inteligente, o mais estável emocionalmente, se dispõe a investigar crimes e outras situações adversas a eles e seus amigos. Nessa história, o grupo investiga o desaparecimento de adolescentes de vários colégios particulares da cidade de São Paulo. Há a atmosfera de crime pesado no ar quando some o primeiro adolescente do próprio colégio dos Karas. Página 153. Aqui, a menina Magrí se refere ao policial como "gorila", demonstrando preconceito em relação à aparência do policial. | Corpo físico | Estrutura e dimensões | No trecho, a menina fala: "Me larga, seu gorila! Me solta!" "A gordura do detetive enganava muito. Andrade era forte como poucos." |
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Retirado do livro de literatura infanto-juvenil "A droga da obediência", de Pedro Bandeira. A história é sobre um grupo autodenominado de "Os Karas", formado por adolescentes de um colégio particular de São Paulo. O grupo, composto pela melhor atleta, o mais inteligente, o mais estável emocionalmente, se dispõe a investigar crimes e outras situações adversas a eles e seus amigos. Nessa história, o grupo investiga o desaparecimento de adolescentes de vários colégios particulares da cidade de São Paulo. Há a atmosfera de crime pesado no ar quando some o primeiro adolescente do próprio colégio dos Karas. Página 144. No trecho há preconceito em relação à aparência do policial, como gordo e careca. | Corpo físico | Estrutura e dimensões | No trecho, um dos adolescentes, o Calu, descreve o policial do seguinte modo: "Há um policial gordo e careca..." |
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Retirado do livro de literatura infanto-juvenil "A droga da obediência", de Pedro Bandeira. A história é sobre um grupo autodenominado de "Os Karas", formado por adolescentes de um colégio particular de São Paulo. O grupo, composto pela melhor atleta, o mais inteligente, o mais estável emocionalmente, se dispõe a investigar crimes e outras situações adversas a eles e seus amigos. Nessa história, o grupo investiga o desaparecimento de adolescentes de vários colégios particulares da cidade de São Paulo. Há a atmosfera de crime pesado no ar quando some o primeiro adolescente do próprio colégio dos Karas. Página 109. No trecho, o narrador destaca as diferenças entre pobres e ricos, em como é vantajoso ter dinheiro em alguns momentos. | Corpo social | Capital | No trecho "Era uma boa vantagem não ser pobre naquela hora.", Magrí, a menina do grupo, deu várias notas de dinheiro para o taxista, pedindo que ele acelerasse o carro em direção ao destino que ela queria. |
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Retirado do livro de literatura infanto-juvenil "A droga da obediência", de Pedro Bandeira. A história é sobre um grupo autodenominado de "Os Karas", formado por adolescentes de um colégio particular de São Paulo. O grupo, composto pela melhor atleta, o mais inteligente, o mais estável emocionalmente, se dispõe a investigar crimes e outras situações adversas a eles e seus amigos. Nessa história, o grupo investiga o desaparecimento de adolescentes de vários colégios particulares da cidade de São Paulo. Há a atmosfera de crime pesado no ar quando some o primeiro adolescente do próprio colégio dos Karas. Página 50. Na narração, há uma evidente discriminação entre classes sociais feita na descrição do narrador, presumindo que somente pessoas de classes populares andam de ônibus. | Corpo social | Capital | Nesse trecho, o líder dos Karas sobe em um ônibus e há a narração da condição em que Miguel se encontrava nessa experiência: um menino rico, pouco habituado a andar de ônibus, que, misturado aos trabalhadores poderia se passar por um office boy, o que permitia que ele se escondesse na multidão. |
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Retirado do livro de literatura infanto-juvenil "A droga da obediência", de Pedro Bandeira. A história é sobre um grupo autodenominado de "Os Karas", formado por adolescentes de um colégio particular de São Paulo. O grupo, composto pela melhor atleta, o mais inteligente, o mais estável emocionalmente, se dispõe a investigar crimes e outras situações adversas a eles e seus amigos. Nessa história, o grupo investiga o desaparecimento de adolescentes de vários colégios particulares da cidade de São Paulo. Há a atmosfera de crime pesado no ar quando some o primeiro adolescente do próprio colégio dos Karas. Página 34. Nesse diálogo, os meninos comentam com olhar sexualizado as mudanças ocorridas no corpo de sua amiga. | Corpo social | Gênero | Nesse trecho, dois meninos dos Karas comentam maliciosamente sobre Magrí. Um pergunta: "Você já notou os peitinhos que estão crescendo na Magrí?". O outro responde: "Eu não penso só em máquinas, Calu. Eu penso em carne também..." |
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Dado retirado do livro de literatura infanto-juvenil "A droga da obediência", de Pedro Bandeira, Moderna, São Paulo, 5ª edição, 2ª impressão, 2014. A história é sobre um grupo autodenominado de "Os Karas", formado por adolescentes de um colégio particular de São Paulo. O grupo, composto pela melhor atleta, o mais inteligente, o mais estável emocionalmente, se dispõe a investigar crimes e outras situações adversas a eles e seus amigos. Nessa história, o grupo investiga o desaparecimento de adolescentes de vários colégios particulares da cidade de São Paulo. Há a atmosfera de crime pesado no ar quando some o primeiro adolescente do próprio colégio dos Karas. Preconceito relacionado ao corpo do policial. | Corpo físico | Estrutura e dimensões | Esse trecho demonstra a narração da cena em que o Professor Cardoso, diretor do Colégio Elite, ao se dirigir para um dos policiais presentes em sua sala, que assim está no texto: "O professor Cardoso apontou para o mais velho dos dois homens, um sujeito meio gordo, suarento, que mal cabia no terno surrado." Trecho retirado da página 22. |
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No trecho selecionado é possível reconhecer diferentes tipos de preconceito, nesta entrada nos deteremos a "indiada brasileira". O termo pejorativo carrega cunho racista por ofensivamente generalizar diversos povos indígenas em uma massa uniforme, como se suas culturas fossem sem importância, e aceitassem sem mais nem menos a evangelização, quando sabe-se, por meio de evidência histórica, que os povos originários tem múltiplas identidades distintas e enfrentaram a tentativa de apagamento de suas culturas com resistência durante a época da colonização, movimento que continua até hoje. |
Corpo social | Nacionalidade | "O herói [Macunaíma] depois de muitos gritos por causa do frio da água entrou na cova e se lavou inteirinho. Mas a água era encantada porque aquele buraco na lapa era marca do pezão do Sumé, do tempo em que andava pregando o evangelho de Jesus pra indiada brasileira. Quando o herói saiu do banho estava branco louro e de olhos azuizinhos, água lavara o pretume dele." (ANDRADE, Mario de. Macunaíma. 21a edição. Belo Horizonte: Itatiaia, 1989, pp. 29-30) | |||
A fala explicita que o participante do programa não assedia a participante Gizelly por considerá-la "horrorosa por dentro e por fora", dando a entender que o assédio, que é uma violência sofrida majoritariamente por mulheres, tem o caráter de validação, e seria um "prêmio" que ela não seria digna de receber. | Corpo social | Gênero |
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O youtuber em questão, ao analisar uma polêmica envolvendo a busca por acessibilidade de pessoas com obesidade, acaba por ofender esse grupo social, minimizando pautas políticas de inclusão e impondo a culpa nas próprias vítimas. | Corpo físico | Estrutura e dimensões | Criaram o "privilégio gordo" agora... | [trecho aleatório do vídeo] "Por mais que ela lute pra ter esse conforto no avião, ela ainda vai ter esse problema no metrô, em carro, em moto, em cinema, pra passear, tudo que não envolva sentar no sofá e comer mais basicame..." [corte seco] |
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Esse vídeo mostra o político Ciro Gomes sendo preconceituoso com moradores de favelas/comunidades, fazendo uma piada dizendo que eles não são preparados o suficiente para entender o assunto discutido. | Corpo social | Capital | Ciro Gomes faz piada de moradores de favela | |||
Esse vídeo mostra como a blogueira Beca Barreto foi alvo de intolerância religiosa após comentar sobre sua religião na postagem de um vídeo, recebendo comentários preconceituosos. | Corpo social | Religiosidade | Beca Barreto | |||
Mulher trans sofre discriminação em banheiro feminino. | Corpo social | Gênero | Mulher trans | Mulher trans é abordada em banheiro feminino e questionada sobre o porquê de estar ali, revelando a violação de sua privacidade e a falta de respeito pela sua identidade de gênero. Questiona-se o motivo de ela estar no banheiro feminino, desconsiderando sua autoidentificação e reforçando estereótipos e preconceitos. A situação demonstra a vulnerabilidade e a discriminação que as pessoas trans enfrentam em ambientes cotidianos. No vídeo é visível o desconforto da mulher que evita conflito e sai do ambiente. |
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Neste vídeo, o deputado federal Nikolas Ferreira é transfóbico ao atacar as mulheres. Ele diz que agora se chama "Nikole", pois é assim que se sente no momento (ignorando o fato que isto não é uma brincadeira de alguém querer se transacionar após um longo processo de autoconhecimento), para depois se denominar como "gênero fluido" para atacar o movimento feminista e a possibilidade de isso destruir as famílias brasileiras. O discurso pode ser visto na íntegra do vídeo. | Corpo social | Comunidade queer | Nikolas Ferreira põe peruca, diz que é deputada 'Nikole' e prega contra feminismo no dia da Mulher | |||
A personagem Maria Joaquina de "Carrossel" é intolerante ao desvalorizar a profissão de mecânico e ao afirmar que ser médico é superior. Ela reforça estigmas sociais e hierarquias entre profissões. Essa perspectiva pode perpetuar preconceitos e discriminações, subestimando o valor e a importância do trabalho de outras pessoas. | Corpo social | Profissão | mecânico | |||
A imagem mostra um comentário machista feito em postagem do Tiktok. No vídeo, uma mulher e um homem estão assustados e com medo das bombas que chegam, pois se encontram desabrigados e em uma região de conflito. O internauta classifica a reação da mulher como histérica e diz que pessoas desse gênero são inúteis, apenas gritam e choram. O preconceito fica explícito no comentário, uma vez que é normal se espantar com os horrores da guerra, independentemente do sexo. | Corpo social | Gênero |
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Comentário gordofóbico feito em uma postagem do Tiktok. O internauta ataca o corpo do homem, como se o seu sobrepeso inibisse qualquer tipo de pensamento ao ver comida. | Corpo físico | Estrutura e dimensões |
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Em 2015, a marca de cerveja Skol propagou discurso de intolerância aos direitos das mulheres, com uma campanha que fazia apologia ao assédio. "Esqueci o 'NÃO' em casa" vai na contramão do gesto sócio-político do movimento feminista, negando o direito à segurança e autonomia das mulheres em dizer "não". |
Corpo social | Gênero | "ESQUECI O 'NÃO' EM CASA" |
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A extinta marca de cerveja Schin publicou uma propaganda televisiva transfóbica. No decorrer da ação em que são versadas algumas rimas sobre a atitude de um rapaz ao se aproximar de uma mulher, chega-se enfim ao ponto de destacarem características como "o tamanho do pé, o volume e o gogó", expondo, sem pudor, fatores potenciais da disforia (incompatibilidade) de gênero ao qual a pessoa se identifica. Ao associar os traços físicos individuais da pessoa com o gênero masculino, nega o caráter afirmativo pretendido por ela. |
Corpo social | Comunidade queer | Comercial de cerveja cria polêmica e pode ser retirado do ar | "Eis que surge uma beldade Um tremendo mulherão Marcão, garanhão, rápido como um corisco partiu em direção a ela Mas quando a reparou Vish, deu inté dó Olhou o tamanho do pé, o volume e o gogó Constatou que a sua paixão De noite era Maria, mas de dia era João" |
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A propaganda da empresa "Boticário", em 1996, retratou ambiguidade e sugestão sexualizada ao caracterizar o papel da mulher como submissa ao homem. São dadas opções de produtos dentro de uma loja para que a mulher escolha. No fim, a vendedora insiste com a pergunta: "E pro seu namorado, você não vai dar nada?". A resposta mostra a objetificação da mulher, ressaltada pela expressão facial. | Corpo social | Gênero | Boticario-Vou dar sim... | - "E pro seu namorado, você não vai dar nada?" - "Pro meu namorado? Vou... Vou dar, sim" |
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Há uma longa história dos torcedores do São Paulo Futebol Clube serem alvo de xingamentos e ofensas, nos quais os agressores utilizam termos homofóbicos como forma de diminuir e deslegitimar o time.. Essa atitude preconceituosa associa a homossexualidade à fraqueza ou inferioridade. E, no vídeo, percebemos essa relação que os agressores tentam perpetuar, ao relacionar uma música da cantora Pabllo Vittar com o SPFC, mas de uma forma homofóbica. Esse comportamento apenas reforça a homofobia presente na sociedade e cria um ambiente cada vez mais intolerante. REESCREVER DESCREVENDO O DADO, SEM FAZER AVALIAÇÃO. ACRESCENTAR A RIDICULARIZAÇÃO À LINGUAGEM NEUTRA. | Corpo social | Comunidade queer | Trikas tá eliminade mas o máximo respeito ao hino dos caras. |
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O vídeo da "menina da bota" envolve uma situação viral que ganhou grande repercussão nas redes sociais, e os comentários incluem mensagens preconceituosas e racistas. | Corpo físico | Marcas étnicas ou raciais | https://www.instagram.com/reel/DACqGrwvDxr/?igsh=MWx4YmkxaTRwYjA0dg== | Vídeo. |
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Esta imagem reforça o preconceito racial e de gênero, sugerindo que mulheres e minorias que conquistam vagas por meio de cotas de diversidade são menos competentes do que homens brancos que as obtêm "pela competência". Trata-se de uma visão enviesada e discriminatória que questiona o mérito de políticas de inclusão. | Corpo social | Gênero | https://www.facebook.com/story.php?story_fbid=512929894792505&id=100082264950624&_rdr | Imagem. |
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No dado a seguir, uma publicação feita na plataforma Tiktok, estão presentes algumas formas de preconceito discursivo nos comentários. Um deles compara o corpo da usuária a um pirulito, e o outro insinua que se ela tomasse o medicamento Ozempic, normalmente usado para emagrecimento, “daria perda total”. Ambos comentários sugerem uma discriminação ao corpo da usuária, os quais reforçam um padrão estético inalcançável que as mídias exigem das mulheres. | Corpo físico | Estrutura e dimensões |
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Nesta cena, há um claro exemplo de gordofobia, em que a aparência física de uma mulher é ridicularizada. Silvio Santos nega a ideia de "aceitar-se como é", reforçando padrões de beleza prejudiciais e marginalizando as demais pessoas. | Corpo físico | Estrutura e dimensões | https://www.facebook.com/photo.php?fbid=514724404613054&_rdr | Imagem. |
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A comparação entre duas fases da vida de uma mulher famosa insinua que sua adesão ao feminismo está ligada a uma transformação visual "negativa", reforçando estereótipos de que feministas perdem sua feminilidade ou beleza. Comentários depreciativos contribuem para perpetuar a misoginia, ao associar feminismo com um afastamento dos padrões de beleza convencionais, além de desvalorizar a liberdade das mulheres de se expressarem e se posicionarem politicamente | Corpo social | Gênero | https://www.facebook.com/story.php?story_fbid=513129098105918&id=100082264950624&_rdr | Imagem |
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O homem que está gravando o vídeo escolhe chamar o outro de “lata de macumba”, usando como xingamento. |
Corpo social | Religiosidade | original |
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A publicação é repleta de comentários gordofóbicos e tem um discurso que incentiva outros a continuar/iniciar comportamentos prejudiciais a saúde. |
Corpo físico | Estrutura e dimensões | Original |
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Esse meme usa ironia para criticar o feminismo, sugerindo que feministas reagiriam de forma exagerada ao descobrir que algo foi feito por um "macho". O uso do termo "estupro" como piada é problemático, pois banaliza um crime grave. Ele reflete preconceito ao desrespeitar o feminismo e ao fazer piada com uma questão séria. A popularidade desse tipo de meme com pinguins vem de uma série de imagens virais de um pinguim animado (geralmente da série infantil Pingu). | Corpo social | Gênero | https://m.facebook.com/photo.php?fbid=10223252295688901 | Imagem. |
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Indivíduo usando discurso transfóbico ao falar de mulheres transexuais | Corpo social | Comunidade queer |
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Em uma publicação sobre a história do Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, feita no perfil do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, há comentários com emojis ou gifs de revirar de olhos; que podem representar a reprovação do conteúdo ou ser interpretado como demonstração de desprezo. |
Corpo social | Comunidade queer | Original |
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Do minuto 00:00 ao minuto 00:35, o fundador do MBL, Renan Santos, afirma que o voto da mulher jovem branca ocidental é problemático e infantil, pois elas naturalizam tendências radicais de esquerda, como o discurso de que "qualquer coisa é estupro". | Corpo social | Gênero | O VOTO DA MULHER JOVEM BRANCA TÁ DESTRUINDO O BRASIL! | |||
Vídeo em inglês publicado no instagram como "meme" da comunidade de MMA/UFC que faz piada com agressão doméstica. A maioria dos comentários, infelizmente, são de outras pessoas também fazendo piadas nesse teor. VIDEO SEM TRADUÇÃO. OU COLOCA LEGENDA OU ELIMINA | Corpo social | Gênero | vídeo original (em inglês) | Trata-se da gravação da derrota de uns dos lutadores, com a legenda cuja tradução é: "Eu dando à minha esposa um amigável lembrete para nunca mais queimar minha comida de novo." | ||
Juju Clara é uma mulher autista que faz vídeos no TikTok. Na maioria de seus vídeos ela diz como tem hiperfoco em em um modelo específico de carro e como gosta dele. Então uma pessoa comenta: "fOdas3". Em muitos de seus vídeos as pessoas são intolerantes com sua aparência e interesses, menosprezando o que ela diz e seus gostos como autista. | Corpo físico | Características cognitivas | hiperfoco |
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Cadu Lidner é um modelo e influencer que começou com uma trend: Tentando normalizar maquiagem masculina no Brasil. Desde então tem recebido inúmeras críticas e comentários homofóbicos em seus vídeos, associando maquiagem com "coisa de mulher". Logo, o chamam de gay como forma de ofensa, dizendo que não dá pra aguentar ver isso e logo na vez das mulheres casarem, os homens ficam "afeminados". |
Corpo social | Comunidade queer | maquiagem masculina |
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Thais Carla é uma figura pública. Ela é muito criticada e alvo de maldades. Nesse vídeo que ela postou no TikTok, uma pessoa comenta: "malha e não dá resultado" e outro escreve "por que será né" . O foco principal do vídeo não era seu peso, por mais que ela aparecesse com roupa de academia, mas ainda, as pessoas criticaram seu corpo. |
Corpo físico | Estrutura e dimensões | Video |
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Do minuto 00:00 ao minuto 00:18 deste vídeo, o influenciador redpill Renato Amoedo, ou "Trezoitão", como é popularmente conhecido, afirma que: "A pandemia de doença mental que vivemos hoje é derivada da destruição do papel da mulher na sociedade. Quando um pai diz para sua filha que a coisa mais importante hoje é ganhar dinheiro e ter uma profissão, ele a faz se comportar como homem. As ratas que se comportam como machos, não voltam a cruzar e, se cruzarem, não cuidarão dos filhos.". | Corpo social | Gênero | A Opinião MAIS P0LÊMICA do TREZOITÃO que ASSUSTOU SACANI | |||
A descrição mostra a oposição entre aquilo que é belo e o capenga, palavra pejorativa que é utilizada para referenciar pessoas que por algum motivo mancam. A construção capacitista é prejudicial e ecoa padrões de beleza restritivos. | Corpo físico | Mobilidade ou percepção | "Beleza não tinham: Angélica era preta e mais ou menos capenga, e só a outra servia." (ROSA, J. G. A hora e vez de Augusto Matraga. In: ______. Sagarana. Rio de Janeiro: Global, 2019, p. 301). | |||
O narrador pontua que a cor da pele determina a beleza de um corpo e se esse é preto, não poderia ter beleza. Uma descrição racista e reducionista que parte de um padrão de beleza eurocêntrico. | Corpo físico | Marcas étnicas ou raciais | "Beleza não tinham: Angélica era preta e mais ou menos capenga, e só a outra servia." (ROSA, J. G. A hora e vez de Augusto Matraga. In: ______. Sagarana. Rio de Janeiro: Global, 2019, p. 301) | |||
No excerto selecionado de Angústia é possível identificar uma associação comportamental da personagem Marina com a de uma prostituta, insulto comumente usado para diminuir e recriminar mulheres. O ataque verbal é feito por parte do protagonista, Luís, que ao tentar lidar com sentimentos contraditórios que tem pela moça, reage de forma misógina e a assedia quando está caminhando pela rua. | Corpo social | Gênero | "— Sim, senhora. Muito digna, levanta a cabeça. Marina estremeceu e olhou de esguelha para os lados, como se procurasse auxílio. — Levanta a cabeça. Deixa de inocência. Aqueles modos pudicos, aqueles movimentos quase imperceptíveis das pálpebras roxas que velavam olhos inúteis, irritavam-me. Lembrei-me dos armadores que rangiam, das cantigas, dos banhos ruidosos. E atirei-lhe à cara, com raiva: — Puta! Marina ouviu isto sem se revoltar. Apenas ficou mais branca, estirou o beiço quase chorando. — Me largue, balbuciou. — Está bem. Ninguém tem nada com isso, não é? Vamos andando. Puta! Dizia-lhe o insulto, mas estava cheio de piedade. Não sentia cólera, o que sentia era desgosto. Marina estava como uma defunta em pé." (RAMOS, Graciliano. Angústia. Rio de Janeiro: Record, 2011, p. 191-2) |
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No trecho selecionado, a cor da pele é associada à sujeira, como se pudesse ser lavada, formando uma construção depreciativa de cunho racista. | Corpo físico | Marcas étnicas ou raciais | "O herói [Macunaíma] depois de muitos gritos por causa do frio da água entrou na cova e se lavou inteirinho. Mas a água era encantada porque aquele buraco na lapa era marca do pezão do Sumé, do tempo em que andava pregando o evangelho de Jesus pra indiada brasileira. Quando o herói saiu do banho estava branco louro e de olhos azuizinhos, água lavara o pretume dele." (ANDRADE, Mario de. Macunaíma. 21a edição. Belo Horizonte: Itatiaia, 1989, pp. 29-30) | |||
O vídeo não apenas expõe a situação de vulnerabilidade e violência que pessoas trans enfrentam diariamente, mas também revela a falta de empatia e compreensão por parte de alguns indivíduos. A mulher trans, diante da situação constrangedora, opta por evitar o conflito e pede desculpas, o que mostra como a violência simbólica e psicológica também pode ser prejudicial e impactante. Além disso, os comentários na publicação do vídeo demonstram a perpetuação da violência no discurso dos internautas, com mensagens discriminatórias, preconceituosas e agressivas. O VÍDEO NÃO APARECEU |
Corpo social | Comunidade queer | Violência no discurso2.pdf | Violência explícita em uma publicação da rede social Instagram. | ||
Imagem retirada do perfil de Thais Carla onde ela usa um vestido de praia amarelo em frente ao mar. Os comentários estão repletos de discursos gordofóbicos. | Corpo físico | Estrutura e dimensões | IMAGEM RETIRADA DO PERFIL DE "THAIS CARLA" | "se voce cair no mar causa um maremoto?" |
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Um comentário é feito no perfil do instagram da blogueira Thais Carla que é uma influenciadora que mostra diariamente a sua rotina nas redes sociais. Nos comentários dessa imagem observam-se os indivíduos fazendo discursos gordofóbicos. | Corpo físico | Estrutura e dimensões | IMAGEM RETIRADA DO PERFIL DE "THAIS CARLA" | "BEM QUE FALARAM QUE IAMOS TER UMA SEGUNDA LUA ORBITANDO A TERRA" |
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Um comentário feito no perfil da influenciadora sobre o corpo dela com intuito de ofender e zombar. | Corpo físico | Estrutura e dimensões | IMAGEM RETIRADA DO PERFIL DE "THAIS CARLA" | "QUAL É O NOME DESSE PLANETA?" |
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Um comentário gordofóbico feito no perfil da influenciadora Thais Carla. | Corpo físico | Estrutura e dimensões | IMAGEM RETIRADA DO PERFIL DE "THAIS CARLA" |
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"meme" publicado por página humorística do instagram, com expressões explicitamente misóginas em muitas postagens. A imagem em anexo é um desses "memes" com alguns comentários de seguidores da página. O link abaixo é o da postagem oficial, onde é possível encontrar muito mais comentários do mesmo gênero | Corpo social | gênero | postagem original | imagem + link do post original |
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Essa cena de "Os Simpsons" pode ser interpretada como um exemplo de intolerância discursiva, especialmente em relação ao papel das mulheres. A fala de Homer, quando diz, no momento 00:23, que "as mulheres gostarão do que ele mandar elas gostarem", reforça uma atitude de dominação masculina, sugerindo uma negação da autonomia das mulheres. Refletindo uma visão intolerante, ao impor uma vontade sem consideração pelas opiniões ou escolhas delas. | Corpo social | gênero | homer | |||
Postagem no Instagram do UOL Oficial sobre o Festival de Inverno de Bonito - evento contou com diversas atrações, entre elas a banda Olodum. Esse post mostra o grupo sendo entrevistado pelo produtor musical e influenciador Arape Malik. Nos comentários, é possível verificar post pejorativo, possivelmente por motivos racistas direcionados ao entrevistador e à banda. |
Corpo físico | Marcas étnicas ou raciais | olodum |
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No vídeo, o entrevistador Júnior Masters e os entrevistados Cristian Clarck e Mylla Murta falam sobre as mulheres mais velhas “encalhadas” (0:02) por serem exigentes demais e não “entregarem” o tanto quanto pedem (2:01). Mencionam “mulheres feias” (3:10) fazendo generalizações e análises rasas e eugenistas - usam termos “inferior” (4:56) e “de alto valor” (5:30). Mencionam também o “problema da promiscuidade” da mulher (6:37). | Corpo social | Gênero | Link para vídeo | Gravação de vídeo “Estão desesperadas! O holoc*usto das encalhadas chegou para as mulheres de 30”, do canal Cortes RedCast. | ||
O post do Instagram discrimina todas as crianças com ausência do pai na família, ao afirmar no conjunto de texto e fotos que meninos brancos sem pai mudam de gênero e meninos negros sem pai se tornam bandidos. Os dois contextos são preconceituosos, mas a foto de meninos negros com armas nas mãos, causa um impacto maior do preconceito racial. | Corpo físico | Marcas étnicas ou raciais | GAROTOS NEGROS SEM PAI |
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Na animação de 1953 de Peter Pan feita pela Disney é criada uma imagem muito estereotipada dos indígenas que as crianças visitam na história. A letra da canção interpretada pelos personagens diz “Por que que ele diz 'au'? Índio era muito bobo e era muito mau”. Fora isso, vê-se que as mulheres não podem se divertir, como acontece com a Wendy, que é mandada embora da festa sob o comando “índia não dança, índia pega lenha”. |
Corpo social | Nacionalidade | nao danca |
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No vídeo correspondente ao episódio do programa “muquiranas,” o youtuber é extremamente agressivo em seus comentários com relação à participante Kate Hashimoto, que além de ser chamada de “vagabunda” e “cadela” (6:23 e 6:34) em alguns momentos, é também chamada de “japa escrota” (9:48) e “japa nojenta” (9:53), reforçando o estereótipo racial e o lugar de não pertencimento na sociedade. | Corpo social | gênero | muquiranas |
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Duas irmãs trans relatam preconceito no uso do banheiro feminino na escola e os comentários ao vídeo são bastante agressivos. | Corpo social | comunidade queer | Lary e Manu |
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Em uma publicação recente no Twitter, uma usuária respondeu a um post com uma piada sobre o corpo da mulher presente na imagem. Como consequência, diversos usuários criticaram o comentário infeliz, mas a usuária insistiu com convicção que seu questionamento: "de quantos meses ela está grávida?", era apenas uma piada em referência ao corpo da mulher. Ela defendeu que se tratava apenas de uma "piadinha" e que as pessoas estavam "militando sobre algo sem importância". Essas atitudes reforçam a objetificação e o desrespeito aos corpos femininos, minimizando o impacto de comentários ofensivos e perpetuando preconceitos. | Corpo físico | Estrutura e dimensões | "A diva tá grávida de quantos meses?" |
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No livro "O Primo Basílio" encontra-se um trecho preconceituoso quando Basílio afirma que cortejou uma mulher negra quando esteve no Brasil. No momento em que a personagem Luísa questiona o porquê de não ter se casado com ela, ele considera como uma piada, desqualificando o casamento com essa moça e sua cor. | Corpo físico | Marcas étnicas ou raciais | " [...] Ela sorriu, perguntou: - E no Brasil? Um horror! Até fizera a corte a uma mulata. - E por que não casaste?... Estava a mangar! uma mulata! [...]" (QUEIRÓIS, Eça. O Primo Basílio. São Paulo: Klick Editora, 1997, p. 65.) |
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Em uma publicação recente no TikTok, uma jovem compartilhou um vídeo descrevendo características que ela considera como "feias" em outras pessoas. Embora muitos tenham protestado contra as falas da adolescente — que descreve as características de pessoas negras, como: Cabelo crespo, boca grande, nariz grande, etc —, alguns comentários preconceituosos surgiram apoiando essa visão, retratando penteados afro e demais características de forma exagerada e desrespeitosa. Essas reações reforçam estereótipos nocivos e desvalorizam as características naturais das pessoas negras. O vídeo foi removido das redes. | Corpo físico | Marcas étnicas ou raciais | "Aquelas bocas enormes. É muito feio". "Cabelo crespo não me desce". |
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Comentário preconceituoso a respeito de um homem se maquiar, em um vídeo do Instagram. | Corpo social | Gênero | preconceito_masculinidade |
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Em um vídeo da página do Instagram dedicada a esportes da emissora Globo, foi comemorada a medalha de bronze do atleta de Badminton Vitor Tavares, nos Jogos Paralímpicos de paris 2024. Na seção de comentários, porém, encontram-se alguns comentários preconceituosos e pejorativos quanto à condição e estatura física do atleta. | Corpo físico | Estrutura e dimensões | preconceito_estatura |
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Em um vídeo do Instagram uma mulher recebe muitos comentários preconceituosos. | Corpo físico | Estrutura e dimensões | preconceito_estatura |
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No filme "Golpe Baixo", um carcereiro pede a um detento a recomendação de um livro. Na cena destacada, após a indicação do livro, os carcereiros ridicularizam a escolha do livro de Malcolm X, um importante líder negro dos direitos civis, sugerindo que um "negão quatro olhos" não tem nada relevante para ensinar a eles. |
Corpo físico | Marcas étnicas ou raciais | malcon x | |||
Indivíduos cometendo transfobia ao comparar mulheres trans a homens e afastá-las das mulheres cis apenas por serem transexuais. | Corpo social | comunidade queer | mulher perfeita —> transexual nao menstrua nao engravida sem tpm goza é namorada e brother fiel outro tweet: homens são melhores q as mulheres até em ser mulher |
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Indivíduo propagando falas misóginas na plataforma X, usando fotos de uma jovem. As falas também incluem racismo e gordofobia. | Corpo físico | prefiro ser alvejado na rua por um pardola ouvinte de podpah do que encostar num nojo desses, além de ser sodomita ( só posta foto do cu preto dela ) , ainda é OBESA, cheia de gordura corporal, com certeza FEDE a maconha e bosta e ainda tem essa monocelha mal raspada PUTA PELUDA |
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Poema coletado do livro de poesias de Cecília Meireles "Ou isto ou aquilo", Ed. Nova Fronteira, 2002, 6ª Edição, pp. 46-48. O poema intitulado "Uma palmada bem dada" sugere um tipo de comportamento que hoje é considerado inapropriado para a formação educacional dos jovens em fase escolar, particularmente do Ensino Fundamental 1 e 2. Diferentemente da época em que foi escrito, hoje, uma "palmada" como ato punitivo pode ser considerada como ato de violência contra a criança. Além disso, é a "menina manhosa" que "quer uma palmada" porque "não quer nada", que atribui o ato de ser "manhosa" a uma menina, embora se saiba que Cecília Meirelles só teve filhas e que poderia estar se dirigindo a elas, ao escrever o poema. | Corpo físico | Uma palmada bem dada / É a menina manhosa / que não gosta de rosa, / que não quer a borboleta / porque é amarela e preta, / que não quer maçã nem pera / porque tem gosto de cera, / que não toma leite ; porque lhe parece azeite, / que mingau não toma / porque é mesmo goma, / que não almoça nem janta / porque cansa a garganta, / que tem medo do gato / e também do rato, e também do cão / e também do ladrão, / que não calça meia porque dentro tem areia, / que não toma banho frio / porque sente arrepio, / que não quer banho quente / porque calor sente, / que a unha não corta / porque sempre fica torta, / que não escova os dentes / porque ficam dormentes, / que não quer dormir cedo / porque sente imenso medo, / que também tarde não dorme / porque sente um medo enorme, / que não quer festa nem beijo / nem doce nem queijo... / Ó menina levada, / quer uma palmada? / Uma palmada bem dada / para quem não quer nada! | ||||
Poema incluído no livro de poesias de Cecília Meireles intitulado "Ou isto ou aquilo", publicado pela Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro, em sua 6ª edição, em 2002. Poema Tanta tinta, página 18. A poesia é sobre uma menina que está suja de tinta porque se sentou em uma ponte recém pintada e se encostou na tinta. Ela tenta se limpar mas não consegue. A menina é categorizada de "tonta" por ter se sujado de tinta e não conseguido se limpar. | Corpo físico | Tanta tinta. Ah! Menina tonta, / toda suja de tinta / mal o sol desponta! / (Sentou-se na ponte, / muito desatenta... / E agora se espanta: / Quem é que a ponte pinta / com tanta tinta ?) / A ponte aponta / e se desaponta. / A tontinha tenta / limpar a tinta, / ponto por ponto / e pinta por pinta... / Ah! menina tonta! / Não viu a tinta da ponte! | ||||
Tem-se, no dado abaixo, novamente uma tipologia corporal estigmatizada; referindo-se ao corpo de uma pessoa como "gordo", o narrador delineia, de forma clara, uma oposição entre o que ele enxerga como qualidades — aquelas que o jornal atribuiu a Julião — e o que ele enxerga como diametralmente oposto a isso: os defeitos. Elencando-os, pode-se observar, em primeiro lugar: "gordo". Trata-se, portanto, de uma característica que o narrador impõe como sendo negativa e válida de demarcação, a fim de diferenciar Julião Tavares dos demais. O objetivo do uso da imagem corporal como dispositivo narratológico fica claro ao analisar os próximos adjetivos, que remetem a excesso e a uma personalidade expansiva, sendo diretamente associados a única qualidade corpórea que o autor mobiliza no trecho, contribuindo para estigmatizar corpos de acordo com as suas dimensões. |
Corpo físico | “Foi por aquele tempo que Julião Tavares deu para aparecer aqui em casa. Lembram-se dele. Os jornais andaram a elogiá-lo, mas disseram mentira. Julião Tavares não tinha nenhuma das qualidades que lhe atribuíram. Era um sujeito gordo, vermelho, risonho, patriota, falador e escrevedor.” (RAMOS, Graciliano. Angústia. Rio de Janeiro: Record, 2023. p. 53) |
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O estigma relacionado a tipologias corporais e sua associação a comportamentos é recorrente na literatura. Além de acarretar problemas relacionados à aceitação, é também responsável pela difusão do preconceito através da literatura e outras mídias. Em Harry Potter e a pedra filosofal, de J. K. Rowling, pode-se observar a associação de uma ação maliciosa, como a vigilância excessiva dos vizinhos, a uma característica física da personagem — o tamanho de seu pescoço. A atitude de Rowling frente a necessidade de representação das diferenças se aproxima muito aos comportamentos da criminologia positivista, em que “a memória seria impressa nos corpos” (CUNHA, 2002 apud BATISTA, 2016) e as pessoas que fugissem à regra estariam marcadas para sempre. REFERÊNCIAS: BATISTA, V. M. O positivismo como cultura. Passagens, v. 8, n. 2, pp. 293-307, 2016. |
Corpo físico | "A Sra. Dursley era magra e loura e tinha um pescoço quase duas vezes mais comprido que o normal, o que era muito útil porque ela passava grande parte do tempo espichando-o por cima da cerca do jardim para espiar os vizinhos." (ROWLING, J. K. Harry Potter e a Pedra Filosofal. 1ed. Rio de Janeiro: Rocco, 2015, p. 1) |
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O estigma relacionado à tipologias corporais e sua associação a comportamentos negativos é recorrente na literatura, além de acarretar problemas relacionados à aceitação, é também responsável pela difusão do preconceito através da literatura e outras mídias. Em Harry Potter e a pedra filosofal, de J. K. Rowling, um dos antagonistas da obra alude a estereótipos gordofóbicos, como o fato de uma pessoa com alto índice de massa corporal não poder gostar de praticar esportes. Além disso, seu corpo está diretamente associado com outros traços negativos, como ser agressivo e intimidar outras pessoas. | Corpo físico | "Já vestido [Harry] saiu para o corredor que levava a cozinha. A mesa quase desaparecera tantos eram os presentes de aniversário de Duda. Pelo que via, Duda ganhara o novo computador que queria, para não falar na segunda televisão e na bicicleta de corrida. Para o quê, exatamente, Duda queria uma bicicleta de corrida era um mistério para Harry, porque Duda era muito gordo e detestava fazer exercícios — a não ser, é claro, que envolvessem bater em alguém." (ROWLING, J. K. Harry Potter e a pedra filosofal. 1a ed. Rio de Janeiro: Rocco, 2015, p. 20.). |
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Influenciadora publica vídeo com sua reação no momento em que um show é cancelado e recebe comentários ofensivos sobre seu corpo. São encontrados comentários como: "tá parecendo um porco indo pro abate" e "pepa pig esse ano temos borrego assado". |
Corpo físico | Original |
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A imagem retirada da rede social Bluesky mostra uma publicação de um usuário que faz um comentário sobre a fala "Eu quero estudar medicina" dita por uma pessoa não citada na postagem. Essa fala pode ser de alguém conhecido do usuário ou apenas uma reprodução de uma fala geral de pessoas que desejam estudar medicina. A publicação associa a inteligência com o ato de escrever conforme as normas padrões da língua. Além disso, defende que quem não escreve nesse padrão não possui capacidade de cursar o curso de medicina na faculdade, visto que a área médica é tida como muito exclusivista, em que só as pessoas que se encaixam no padrão citado podem adentrar. |
Corpo social | formação escolar |
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A imagem contém uma publicação que promove a gordofobia, passando a ideia de que a beleza é sinônimo de um corpo magro e que pessoas que não possuem esse padrão não são belas, escondendo sua própria beleza. Ela foi retirada da rede social Bluesky e faz referência à comunidade edtwt (eating disorder twiter). Com o banimento do X (antigo Twitter) no Brasil, esses usuários se reuníram em outra rede social, o Bluesky, com o nome de "edsky". |
Corpo físico |
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Comentários misóginos a respeito de mulheres na área da enfermagem. Na seção de comentários de um shorts do Youtube, que comenta sobre uma manobra obstétrica, uma mulher relata que, ao passar por esse procedimento ao final de sua gravidez, sentiu uma dor "insuportável" e julga que passou por uma "completa violência obstétrica". Nos comentários a respeito de seu relato, um usuário disse: "No bostil é assim mesmo, as enfermeiras se formam dando pra médicos" e outro complementa que: "Quer ser cornificado namora/casa com profissionais da saúde (principalmente enfermeira e técnicas de enfermagem)." | Corpo social | gênero | Girando bebê na barriga |
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Série de comentários em um reels do Instagram. O vídeo, intitulado: "você esbarrou em uma criança paulista", se trata de uma encenação cômica onde um rapaz esbarra em uma garotinha na rua, que fica irritada com ele e se comunica de uma forma agressiva, com uma linguagem carregadas de gírias próprias das camadas marginalizadas da região metropolitana de São Paulo. Nos comentários, diversas pessoas associam a maneira de se comunicar da menina com algo errado, principalmente para uma pessoa do sexo feminino, comentando coisas como: "Futura esposa de traficante" e "Gíria de mulher de presidiário". | Corpo social | gênero | Criança paulista |
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Comentário preconceituoso em um reels no Instagram. No vídeo um rapaz pede para que um senhor idoso identifique algumas palavras incompletas. O senhor tem clara dificuldade de entender o que está sendo pedido, provavelmente devido a um baixo grau de escolaridade. Na seção de comentários encontramos um que julga a falta de conhecimento e cognição do senhor, até mesmo se referindo ao senhor como "isso", o desumanizando, dizendo: "Incrível como isso pode votar, pode ter direito a opinião como qualquer outra pessoa, mano isso não tem lógica.". | Corpo social | formação escolar | Que palavra é essa? |
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Comentário em um reels de uma conta coreana que posta vídeos de um guaxinim de estimação no Instagram. No vídeo o animal está depilado. Ao questionarem, na seção de comentários, o porquê do animal estar sem pelagem uma pessoa responde: "A legenda é chinesa, então eles provavelmente vão comê-lo". Tal afirmação exibe preconceito contra chineses, pois associa este povo a estereótipos nocivos e a práticas cruéis contra os animais. | Corpo social | nacionalidade | Reels Guaxinim |
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Corte de um podcast sobre futebol feminino. Os comentários criticam a "qualidade" do futebol feminino e justificam a baixa aderência do público consumidor de futebol com base nesta qualidade. Crítica que não foi de fato pautada em nada técnico. | Corpo social | gênero | FUTEBOL FEMININO É RUIM | Cortes do Flow Sport Club | Exemplos de comentários: "50% do problema já se resolve se as próprios mulheres (de preferência as lacradoras) começarem a assistir e consumirem o produto...." "Quero deixar bem claro... FUTEBOL FEMININO É RUIM, MAS NARRAÇÃO FEMININA É MUITO PIOR" |
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Em anexo está um "meme" misógino que faz referência ao anime Dragon Ball, em que a forma sayajin resulta de uma transformação representada, na animação, pela evolução. A ideia da misoginia se associa ao alcance dessa forma mais evoluída de um homem. A misoginia se originaria do trabalho na vara da família, com mulheres que seriam vistas como aproveitadoras em uma situação de divórcio, guarda dos filhos, etc. |
Corpo social | gênero | link do vídeo completo |
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Em uma postagem realizada na plataforma de vídeos, TikTok, com mensagem, aparentemente formulada como um conselho, para ofender o animal e, possivelmente, seus donos, empregando o termo "rolha de poço", expressão comumente associada a discursos intolerantes sobre características físicas humanas. | Corpo físico | Estrutura e dimensões |
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O corpus utilizado para a formulação deste dado refere-se a uma transmissão televisiva em rede nacional brasileira, na qual uma influenciadora digital, mulher e gorda, é alvo de críticas depreciativas direcionadas às suas características físicas. Tal situação configura-se como um claro exemplo de gordofobia, agravada pelo fenômeno do cyberbullying. Esclarece-se, portanto, a nocividade do ambiente virtual, munido de deturpada liberdade individual, que aflige grupos de diversas categorias e minorias. ACRESCENTAR O VÍDEO GERADOR DOS COMENTÁRIIOS. | Corpo físico |
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Comentário ofensivo à aparência de uma mulher em uma publicação do tiktok onde ela compartilha fotos suas e de suas amigas. | Corpo físico |
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Neste trecho do livro "Harry Potter e a Pedra Filosofal" (Rowling, J.K. 1997) o personagem Duda ganha um rabo de porco, resultado de um feitiço rogado por Hagrid, o guardião das chaves da escola de magia e bruxaria Hogwarts. Essa cena reforça a comparação já feita anteriormente no livro entre o corpo gordo do menino com o corpo de um porco. | Corpo físico | E girou o guarda chuva no ar baixando-o até apontar para Duda -- houve um lampejo de luz violeta, o estalo de uma bombinha, um grito agudo e, no segundo seguinte, Duda estava dançando no mesmo lugar com as mãos apertando a barriga banhuda, guinchando de dor. Quando Duda virou de costas, Harry viu um rabo de porco enroscado saindo de um buraco nas calças dele. |
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Neste trecho do livro "Harry Potter e a Pedra Filosofal"(Rowling, J. 1997), é feita a comparação entre o personagem Duda (primo do protagonista Harry) com um porco. | Corpo físico | "Duda se parecia muito com o tio Valter. Tinha um rosto grande e rosado, pescoço curto, olhos azuis pequenos e aguados e cabelos louros muito espessos e assentados na cabeça enorme e densa. Tia Petúnia dizia com frequência que Duda parecia um anjinho -- Harry dizia com frequência que Duda parecia um porco com peruca." | ||||
No vídeo, o narrador comenta o filme “Eu me importo”, e diz que a personagem, mulher, ambiciosa e sem escrúpulos, faz o que faz por “feminismo” ou “feminismo tóxico”, ao minuto 6:33 e 8:25 | Corpo social | gênero | Link para vídeo do Youtube | Gravação de vídeo “Eu me Importo: sucesso não é justificativa para um feminismo tóxico”, do canal “Elegante”. |
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Comentários transfóbicos em uma publicação feita no Instagram sobre mulher trans. | Corpo social | comunidade queer |
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Comentários agressivos sobre a aparência de uma mulher após ela publicar um video no Instagram ensinando a "como diminuir o nariz em fotos". | Corpo físico |
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Comentários sobre a aparência de um rapaz que publica um vídeo no Instagram preparando um drink. | Corpo físico |
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O filme "Norbit" apresenta representações estereotipadas do corpo como uma fonte de piadas e degradação. Esses filmes acabam reforçando ideias prejudiciais e estigmatizantes sobre o corpo e a aparência. | Corpo físico | RASPUTIA DESCENDO TOBOGAN |
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Na postagem e no comentário tem a negação das religiões de determinados indivíduos e a imputação de patologias de doenças mentais. Na postagem o autor expõe: " 'sou assim porque sou filho de tal orixá' tu é doido isso sim." E no comentário a autora rebate com os seguintes dizeres: "nunca foi mediunidade, sempre foi esquizofrenia. Vou tatuar, tem desconto será?" |
Corpo social | religiosidade |
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Na postagem ocorre uma avaliação sobre mulheres acima de 1,68 m, comparando-as a zagueiros. | Corpo físico |
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Um comentário sexista é feito no post de Cinthia Chagas no qual ela diz que não ser mãe a proporciona uma liberdade que a maternidade tira. O comentário a julga pela decisão de não querer ter filhos, como se devesse ser um desejo de toda mulher. | Corpo social | gênero |
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Uma comentário preconceituoso é feito no post que anuncia a decisão de Amanda Kiberly em não amamentar. Tal comentário manifesta a mentalidade de que todas as mulheres deveriam querer amamentar e cumprir todas as imposições sociais. | Corpo social | gênero |
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O influenciador do "Movimento Red Pill", Sedutor Afro, afirma, no minuto 00:35 deste vídeo, que o feminismo é um câncer, pois acaba com a feminilidade da mulher, incitando-a a ser independente e fazer tudo aquilo que um homem faz. | Corpo social | gênero | ISSO FAZ UM HOMEM PERDER A ATRAÇÃO PELA MULHER | SEDUTOR AFRO - PAPO MILGRAU | |||
O coach do "Movimento Red Pill", Thiago Schutz, afirma que o feminismo impede a construção de um relacionamento, e que mulheres muito empoderadas não conseguirão mantê-lo. INSERIR MINUTAGEM EM QUE ELE DIZ ISSO. | Corpo social | gênero | ACABOU A ERA DO RELACIONAMENTO? | THIAGO SCHUTZ (MANUAL R3D PILL) | PAPO MILGRAU | |||
O coach do "Movimento Red Pill", Thiago Schutz, afirma, a partir dos 2:40, que as mulheres, principalmente na faixa de idade dos vinte e seis anos, são interesseiras, pois, pensando em seu relógio biológico, só se relacionam com homens que podem prover uma vida financeiramente estável. | Corpo social | gênero | EU NUNCA VI A R3DPILL FALHAR | THIAGO SCHUTZ (MANUAL R3D PILL) | PAPO MILGRAU | |||
Há uma notícia sobre a nova onda de contaminação pela varíola do macaco. Um internauta pergunta qual seria o grupo de risco, o qual recebe uma resposta homofóbica. | Corpo social | comunidade queer |
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O tweet implica que homens negros são responsáveis por famílias desestruturadas e pela agressão às mulheres. | Corpo físico |
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No vídeo a menina, de maneira bastante ofensiva, agride verbalmente seu interlocutor ao associar o curso de Letras e tornar-se professor, ao dizer que vai passar fome e ser pobre dado o estereótipo da profissão enraizada na população brasileira. | Corpo social | profissão | Professor | |||
O meme trata de um preconceito linguístico e racial ao vincular uma certa forma de falar, considerando-a "errada" segundo a norma padrão do português, ao falar dos indígenas de forma pejorativa e estereotipada. | Corpo físico |
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A imagem apresenta um meme em que, em um contexto escolar do ensino fundamental dois, um aluno pré julga o colega como gay por ter pego o lápis cor de rosa. | Corpo social | gênero |
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Caso de preconceito de gênero: um menino na seção feminina de roupas é criticado por vendedoras, que dizem que ele está "no lugar errado". Isso reforça estereótipos sobre como meninos e meninas devem se vestir, constrangendo a mãe e a criança. | Corpo social | gênero | https://vm.tiktok.com/ZMroB9x4f/ | Video de tiktok. |
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Essa captura de tela apresenta um comentário deixado em um vídeo do Tiktok, no qual duas mulheres mostravam que se defendiam de possíveis assédios com pedaços de madeira e pedras. O comentário do internauta expõe uma concepção machista sobre o corpo da mulher, jogando a responsabilidade do assédio na vítima, como se a roupa fosse um motivo plausível para que isso acontecesse. | Corpo social | gênero |
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Neste vídeo, o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro comete um ato de gordofobia e racismo ao dizer que um de seus apoiadores (homem negro) devia pesar mais de "sete arrobas". Além do termo remeter à pesagem de gado bovino em que se utiliza a medição em arroba (@), já foi utilizado outra vez pelo ex-presidente para atacar as comunidades quilombolas e, com isso, comparar a população negra com o gado e, nisto, retornar ao período desumano da escravização desta mesma população e o tratamento em que era submetida. | Corpo físico | "Você pesa mais de 7 arrobas", diz Bolsonaro a apoiador | ||||
Preconceito contra a mulher. | Corpo social | gênero | Retirado do X. | Lugar de de mulher é longe do coração da torcida, essas minas mimadas e folgadas pra krl, não quer que empurra vai lavar louças suas vacas. E pode chamar de macho escroto oq for, quero que vcs se fodam também… |
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Menino bem jovem, argentino, chamando um macaco de Vinícius Junior, jogador de futebol brasileiro e negro. | Corpo físico | Link do vídeo no instagram | Criança com a camiseta da Seleção da Argentina chamando um macaco de Vinícius Junior, jogador brasileiro e negro. |
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Comentários preconceituosos sobre a aparência da pessoa do vídeo. Todos os comentários estão debochando do tamanho da testa da menina. | Corpo físico | Link do vídeo no instagram | Todos os comentários estão debochando do tamanho da testa da menina. |
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Comentários de um vídeo do Instagram com o intuito de ofender a pessoa com deficiência. | Corpo físico | Link do vídeo no instagram | Comentários preconceituosos contra pessoa com deficiência. |
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Na série "Sentença", há uma cena em que o filho de Heloísa toca violino dentro do carro enquanto estão no trânsito. De repente, um motorista ao lado o chama de "macaco", em um ato de racismo. O insulto interrompe o momento de paz do garoto e causa uma reação de choque e dor tanto nele quanto em Heloísa, que testemunha a crueldade do ataque. A cena evidencia a brutalidade do racismo e o impacto devastador que ele causa em suas vítimas. [INSERIR VIDEO] | Corpo físico | |||||
O presente dado foi retirado do Instagram do perfil @Eliana, postado no dia 02.06.2024, com objetivo de mostrar a interação entre a apresentadora Eliana e a cantora Drag Queen Pablo Vittar. Nos comentários observam-se comentários preconceituosos envolvendo a cantora Pablo Vittar, vários deles de caráter homofóbico e transfóbico. | Corpo social | Nenhum | Hahaha!! Quem tava com saudade de uma dancinha? Eu!!!! 🤪 | "Só foi ir para a Globo tem que sair ao lado de travesti! Obrigação no contrato! Daqui a pouco vira sapatão! Bônus no contrato!" |
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O presente dado foi retirado do Instagram do perfil @gshow, postado no dia 02.06.2024, com objetivo de mostrar os bastidores do programa da apresentora Eliana e a cantora Drag Queen Pablo Vittar. Nos comentários observa-se comentários preconceituosos envolvendo a cantora Pablo Vittar, vários deles de caráter homofobico e até transfóbicos. | Corpo social | Comunidade queer | "Podem me julgar mas não suporto esses grag palbo , glória grove e entre outros .. e o pior é que a televisão brasileira deixou de dar espaço para os verdadeiros artistas para dar espaço para eles .. nada contra mas a voz a imagem não são nada harmônico.. tem tantos talentos por aí buscando espaço e não conseguem" | |||
Neste shorts da plataforma YouTube, o técnico do time de futebol do Palmeiras, Abel Ferreira, comete um ato de xenofobia ao dizer que a sua equipe não é "uma equipe de índios." A fala é problemática pois remete a fatores históricos no qual a população indígena era dita como preguiçosa e que não gostava de trabalhar pelos colonizadores portugueses. Mas isto é falso, uma vez que esta população foi submetida ao trabalho escravo e à morte caso se rebelassem. | Corpo social | Nacionalidade | "NÃO É UM TIME DE ÍNDIOS" 👀 | |||
Neste vídeo, a torcida do time de futebol Coritiba está cantando uma música de teor homofóbico contra o time do São Paulo. É possível escutar: "Camisa feia, cheia de cor, todo viado que eu conheço é tricolor." Nota-se o teor homofóbico contra a comunidade LGBTQIA+, vinculando a camiseta do São Paulo à bandeira arco-íris - símbolo de extrema importância para esta comunidade - e desrespeitando toda a história de luta para sua emancipação de direitos. | Corpo social | comunidade queer | Tricolor - Camisa feia, cheia de cor... COPA DO BRASIL-COXA 2X0 SP | |||
No programa Teleton, exibido em 2014, Julia, de 11 anos, foi questionada por Silvio sobre o que gostaria de ser quando crescer. Ao responder que queria ser “atriz ou cantora”, ouviu do apresentador: “Mas com esse cabelo?”. A menina ficou visivelmente espantada com o comentário. “Como assim?”, perguntou a jovem, em tom de incredulidade. Uma fala carregada de preconceito, de uma indústria carregada de "padrões" que é a indústria televisiva, o preconceito evidenciado a partir do segundo 00:07 deixa isso explicitado. | Corpo físico | Silvio Santos Faz comentário Racista sobre cabelo de atriz Mirim no Teleton | ||||
O perfil de esportes da globo realizou uma postagem na plataforma digital Instagram com o intuito de noticiar o noivado de duas jogadoras de futebol, Marta da Silva e Carrie Lawrence. A partir daí, há uma série de comentários maldosos repletos de homofobia e machismo, nos quais os indivíduos apontam suas crenças religiosas contra o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo e fazem piadas. Além disso, também limitam o esporte a algo totalmente masculino, afirmando que mulheres não deveriam jogar. | Corpo social | comunidade queer |
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Descrição do dado No caso, há um vídeo do Porta dos Fundos chamado "Mendigo" no qual é utilizada a ironia para chamar a atenção para a inversão de valores que ocorre nos dias atuais, correspondente ao fato de animais causarem mais empatia nas pessoas do que seres humanos em situação de vulnerabilidade. Um terapeuta canino com o perfil @celioterapeitacanino não identificou essa ironia e publicou o vídeo com a legenda "lugar de cachorro não é na rua" endossando a inversão de valores que o vídeo original, na verdade, queria criticar. Nos comentários, pessoas que apontam essa anomalia são chamadas de "esquerdistas querendo lacrar", enquanto muitas pessoas afirmaram que o mendigo vive na rua porque quer, não os cachorros, endossando o preconceito social em relação aos moradores de rua. | Corpo social | capital | Lugar de cachorro não é na rua |
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O quadrinho "As Aventuras de Tintin", cuja estreia se deu em 1929, foi criado por Hergê, sob recomendação do padre Norbert Wallez, de ideologia ligada à extrema direita. Isso fica muito evidente no episódio "Tintin no Congo", no qual os congoleses são retratados de forma grotesca e animalizada, sendo tratados de forma muito inferiorizada pelo próprio protagonista Tintin. | Corpo físico | Marcas étnicas ou raciais |
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Um comentário transfóbico é feito em um post do Instagram que divulga a vida da influencer trans Maya Massafera, em que o internauta desqualifica sua transição de gênero. | Corpo social |
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Um comentário preconceituoso é feito no post que divulga o noivado entre a jogadora de futebol Marta e sua companheira Carrie, em que o internauta, em seu comentário, dá a entender, por emoji, que a relação entre as duas mulheres é nojenta. | Corpo social |
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Um comentário transfóbico é feito no post da influenciadora Maya Massafera em que a influencer compartilha sua nova voz após uma cirurgia. | Corpo social |
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Um comentário gordofóbico é feito no post do Instagram de uma pessoa que compartilhou sua rotina de treinos na academia. | Condição física |
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Ao longo do vídeo, percebe-se que Trezoitão comete diversos ataques misóginos, como no momento em que diz: [INDICAR TRECHOS DO VIDEO COM AS FALAS] [diz que mulheres que entram em Harvard vão para o inferno, e defende que as sociedades que colocaram as mulheres para trabalhar, como Roma, Grécia e Esparta, colapsaram e degeneraram por excesso de direitos femininos, e que as mulheres trabalharem e serem independentes, não precisarem de homens, é um sinal de “colapso societal”, havendo também a queda de fecundidade e o colapso da moeda.] |
Corpo social | COLAPSO SOCIETAL | ||||
No 15º episódio da segunda temporada do seriado infantil “Garota conhece o mundo”, da Disney, o personagem Farkle fala sobre ter autismo e seus amigos tratam como se fosse uma doença ruim, tentando dizer que ele não “sofre” com essa “doença” | Corpo físico | Preconceito contra PcD/ Autista em série da Disney | "Sr Matthews: Eles viram um traço comportamental no Farkle que pede um tipo específico de teste Riley: Por que? Notaram que ele é um pouco lento? Farkle: Querem ver se eu sou autista Maya: Não é Riley: Vamos dizer a eles que não Farkle: Eu posso ter síndrome de Asperger, é uma doeça que afeta o comportamento da pessoa Maya: Você é normal, não temos certeza, é só o que você é e não importa o que os outros digam" |
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Mulher se grava reagindo ao trailer do filme “A Pequena Sereia” em live action, o qual a atriz principal é negra. A mulher então diz, aos 3:11, que a atriz é feia e não deveria estar no filme. |
Corpo físico | Vídeo Pequena Sereia | ||||
Perfil que comenta ofensas e comentários negativos sobre a aparência das pessoas em seus próprios vídeos, no exemplo o comentário é sobre o rosto da pessoa do vídeo. |
Corpo físico | Perfil | ||||
Ao se referir a uma personagem trans o narrador do livro “Aristóteles e Dante descobrem os segredos do universo” não usa os pronomes apropriados e banaliza o tema da transfobia cometida no livro. |
Corpo social | Comunidade queer |
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Comentários preconceituosos sobre um vídeo no Tiktok (https://vm.tiktok.com/ZMrTTL7EJ/) em que crianças fazem referência às suas vivências em comunidades, porém trocando armas por livros e educação. | Corpo social | Formação escolar |
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As imagens 1 e 2 são referentes de um vídeo publicado na rede social Instagram. O video trata de uma trend (tendência de postagens) que retrata uma situação cotidiana pela perspectiva do próprio usuário da rede, sendo referida como “Pov” (Point Of View). A situação em questão se dá quando o usuário não-preferencial está sentado no assento preferencial do transporte público. Local destinado para idosos, gestantes, lactantes, pessoas com deficiência, pessoas acompanhadas por crianças de colo e pessoas do espectro autista. E sabendo da conduta social de ceder o assento para alguém que seja preferencial, no caso do vídeo um idoso, o usuário faz uma pose que zomba de pessoas com deficiência, a fim de se passar por uma para não precisar ceder o assento. |
Corpo físico |
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Zombarias em relação à testa de Éder Militão, jogador de futebol |
Corpo físico | |||||
A análise do corpo de Raquel Brito e a associação à pobreza |
Corpo físico | Na plataforma Twitter, em meio a uma discussão sobre a existência de “traços de pobre”, que não seriam perdidos mesmo com a ascensão social, um dos usuários comentou: “O estranhamento de quando a gente vê o corpo da raquel brito é muito característico de pessoas pobres (ombros pra frente, costas muito largas, cabeça pendida pra frente, coxas rígidas) é como ficar horas em ônibus e más condições nos deixam no geral”. O post traz, em primeira análise, o corpo da personalidade da internet Raquel Brito como motivo de “estranhamento”, e, além disso, estabelece uma correlação entre a classe econômica, juntamente às condições às quais esta é submetida, e marcas físicas permanentes, o que pode abrir brechas para discursos deterministas, historicamente ligados ao darwinismo social e à criminologia racista. Link: https://x.com/sxbble/status/1823780952583421976 |
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Vídeo no Tiktok sobre jogo consumido por crianças com conteúdo homofóbico nos comentários. | Corpo social | Comunidade queer |
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Vídeo encontrado no TikTok que aborda e humoriza características cognitivas específicas do indivíduo, como TDAH, mas mais especificamente nos comentários o preconceito se encontra bem explícito. | Corpo físico |
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Na publicação encontrada na rede social X (antigo Twitter) podemos ver um usuário que não é o que comete o preconceito, mas que compartilha de forma indignada uma imagem que mostra diversos "mandamentos" extremamente preconceituosos e de cunho totalmente machista que ditam como as mulheres deveriam agir na visão deles. Segundo este usuário, na Coréia do Sul meninos do ensino fundamental estão desenvolvendo o costume de falar esses "mandamentos" para as meninas e as criticando quando elas reclamam disso. É importante ressaltar que a Coréia esta passando por um movimente chamado 4b, que consiste em mulheres se negando a se relacionar com homens ou ter filhos, por causa da forma como elas são tratadas pela sociedade, com direitos ignorados ou quase nulos, uma das reclamações inclusive é a falta de uma licença a maternidade e o aumento de locais "child-free" que não se pode entrar com crianças e acabam por limitar sua convivência em sociedade. Embora esse problema possa parecer distante, ele tem causado muitas polêmicas nas redes sociais. Principalmente por esse movimento estar diminuído a taxa de natalidade coreana, e acaba que até mesmo brasileiros se envolveram nas discussões sobre esse caso. E entre essas "contribuições" brasileiras existem situações muito preocupantes, como homens apoiando homens coreanos que dizem que a melhor solução para este caso é a legalização do estupro, entre diversas coisas que atacam as mulheres de diversas formas. |
Corpo social | Gênero |
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Os dados são dois comentários em rede social que diz respeito a aparência/corpo de uma mulher, neste caso, da famosa Maiara (da dupla Maiara & Maraisa). No vídeo, a cantora aparece mais magra, com aparência bem diferente do que costumava ser. | Corpo físico | Estrutura e dimensões | ||||
Um internauta racista compara o cabelo de uma mulher preta com um bombril | Corpo físico |
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Uma mulher sendo machista com a validação de um homem racista | Corpo social | Gênero |
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O conhecido jogador de futebol Danilo Avelar, ex-Corinthians, cometeu em 2021 um ato de intolerância discursiva racista, ao discutir dentro de uma seção de comentários digitais (chat do jogo Counter Strike: Global Offensive) com um usuário estrangeiro. Foi pego instantaneamente com o registro de uma print, e a imagem contendo a ofensa "fih de rapariga preta" se tornou viral. Esta, por sua vez, conota o tipo de preconceito de matriz étnica afrodescendente, que se atentada ainda pelo termo "rapariga", é somado a uma população de origem nordestina, migrante e formadora do Sudeste brasileiro. No dia seguinte teve como represália o seu afastamento e posteriormente seu contrato rescindido no clube da época, mesmo se desculpando publicamente por post nas redes sociais. | Corpo social | Nacionalidade |
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Em uma tendência do TikTok, foi compartilhado o crescimento de uma criança através de um vídeo que mostra sua aparência quando recém-nascida e após ter passado dessa fase. Ao tratar-se de uma criança negra, alguns comentários preconceituosos foram feitos, relacionando essa criança a um meme maldoso, em que há a foto de um boneco que reforça a caricaturização das características de pessoas negras e dessa criança, em específico. | Corpo físico |
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Em um meme publicado em uma página relacionada à musculação, duas pessoas fantasiadas de personagens de um filme de super-herói são ridicularizadas por não corresponderem ao padrão físico dos atores originais. Um deles é, portanto, designado como “Deadbetes” em lugar de “Deadpool” (nome do personagem original), em referência a patologia diabetes - que no senso popular é reconhecida como a doença de pessoas que consomem doce em excesso – e o outro “Pobrerine” em vez de “Wolverine”, relacionando a aparência da pessoa fantasiada à pobreza, pejorativamente. | Corpo físico |
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No vídeo, "Trezoitão" defende que a recente explosão de "educacionismo", ódio aos homens e promiscuidade feminina deixou a maioria das mulheres "inutilizadas" para relacionamentos. | Corpo social | Gênero | Tresoitao | |||
TikTok de “glowup”. Os traços devem ser modificados para encaixar no padrão. |
Corpo físico | glowup | ||||
TikTok define hierarquia entre tipos de cabelo. |
Corpo físico | hierarquia de cabelo | ||||
Vídeo no TikTok “Nenhum sucesso financeiro traz a sensação de proteção para uma mulher que um casamento traz, nenhum.” |
Corpo social | Gênero | sucesso financeiro | |||
Vídeo no TikTok “Eu acho que quem tem privilégios na nossa sociedade são as mulheres.” | Corpo social | Gênero | privilegios femininos | |||
Vídeo no TikTok reforçando o machismo com base em conceitos patriarcais. | Corpo social | Gênero | meu corpo e uma maquina de guerra | |||
Vídeo no TikTok em que uma mulher afirma que o movimento feminista é uma doença. |
Corpo social | Gênero | feminismo como doenca | |||
Vídeo no TikTok com montagem que critica a linguagem neutra, demonstrando preconceito à comunidade queer. |
Corpo social | Comunidade queer | pronome neutro | |||
Influenciadora digital disseminando preconceito linguístico nas redes sociais. | Corpo social | Formação escolar | falando menas | |||
No seguinte trecho do livro "Comer, Rezar e Amar", a protagonista Elizabeth comenta com seu namorado, Felipe, sobre sua preocupação com uma amiga balinesa que, apesar de ter recebido dinheiro de uma vaquinha online organizado por Elizabeth para a compra de uma casa, ainda não concretizou a compra. Nisto, Felipe comenta: “Você precisa entender o jeito de pensar em Bali. Aqui, as pessoas estão sempre naturalmente tentando conseguir o máximo de dinheiro possível dos visitantes.” Essa afirmação é uma generalização negativa sobre os balineses, sugerindo que todos os cidadãos agem de forma interesseira, o que reforça estereótipos e preconceitos culturais. Além disso, na frase: “Escute... o cara está desesperado para vender um pedaço do terreno para ela; ele já disse que ia vender. Mas ela agora quer o terreno inteiro. E quer que você compre para ela.” O personagem implica que a amiga balinesa é desonesta e manipuladora, reforçando uma visão etnocêntrica e preconceituosa em relação à cultura e ao comportamento das pessoas de Bali, caracterizando, assim, um discurso de intolerância. |
Corpo social | Nacionalidade |
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No gibi brasileiro Dudão (1992-2000[?]), edição n.4, na historinha "Somos todos iguais!", após Binho ser picado por uma abelha na orelha, Dudão e ele caminham pelo lugar e encontram Zeca. Nisto, o garoto nota a orelha inchada de Binho e o chama de "orelha de jumbo", por sua vez, Binho revida e usa termos preconceituosos/racistas como "Só podia ser preto" e "Seu tizil". Mesmo notando que Zeca começou a provocação primeiro, Binho utilizar estes termos é horrível e perpetua o racismo estrutural da sociedade brasileira. | Corpo físico |
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No Programa Silvio Santos, no bloco "Perguntas para o auditório", exibido em 02/09/2018, o apresentador Silvio Santos pergunta à mulher se é menino ou menina e ela responde "menina". Porém, durante todo o segmento, o apresentador utiliza os pronomes inadequados unicamente por querer, já que a aparência da mulher remetia à de um "homem" e não de uma "mulher" na visão dele. O preconceito pode ser notado a partir do minuto 1:05 do vídeo. | Corpo social | Gênero | Perguntas para o auditório | Programa Silvio Santos (02/09/2018) | |||
No Programa Silvio Santos, no bloco "Jogo dos Pontinhos" de 03/11/2019, o apresentador Silvio Santos exalta a beleza de Helen Ganzarolli e, com isso, diz que "isto que é mulher bonita, não aquela porcaria que tenho lá em casa", fazendo referência a sua esposa Íris Abravanel (minuto 2:35). Diante disso, podemos notar nesta fala a problematização do apagamento da mulher na visão de um homem quando ela vai ficando mais velha ao utilizar o parâmetro único de beleza e idade. | Corpo social | Gênero | Jogo dos Pontinhos - Completo | Programa Silvio Santos (03/11/2019) | |||
estigma social da mulher como única responsável pelo do trabalho doméstico do lar e objetificação feminina. A mulher é colocada na posição passiva de ser “escolhida”, sendo tolhida da sua essência humana. | Corpo social | Gênero |
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Enxurrada de comentários negativos sobre a aparência (especificamente, sobre o tamanho da testa) de uma mulher após ela postar uma foto sua na plataforma Instagram. | Corpo físico |
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Ao postar um vídeo na plataforma Instagram, um jovem recebe inúmeros comentários gordofóbicos. | Corpo físico |
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Print postado por uma página de fofoca em que há um comentário de teor racista ao vencedor do programa Big Brother Brasil (edição de 2024), após ele ter usado uma grafia espontânea em um de seus stories. | Corpo físico |
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Após a morte de Silvio Santos, internautas "revivem" falas preconceituosas do apresentador. Na imagem em questão, percebe-se um comentário racista feito pelo apresentador - comentário este que é amplamente bem recebido por seguidores que compartilham o mesmo preconceito. | Corpo físico |
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Comentário de teor capacistista realizado em um vídeo de uma criança com a deficiência Progéria (conhecida científicamente como Síndrome de Huntchinson-Gilford). | Corpo físico |
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Preconceito social com adolescente após ela ter conjugado o verbo 'sorrir'. | Corpo social | Formação escolar |
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Comentários de teor transfóbico em uma publicação da plataforma de vídeos Tik Tok. | Corpo social | Comunidade queer |
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A partir da notícia sobre uma nova variante do vírus HIV feita pelo jornal Metrópoles na plataforma X (antigo Twitter), foram encontradas algumas formas de homofobia causadas por desinformação sobre a propagação desse vírus em um comentário desta publicação. Assim, o usuário colocou a total responsabilidade da propagação do vírus na comunidade LGBTQIAPN+, por já ser, de antemão, alvo de discriminação. Outra forma de preconceito contida no comentário em questão foi o uso incorreto da sigla da comunidade, como provavelmente uma forma de depreciá-la. Uma ação que pode partir do professor é reforçar a não veracidade da crença de que o vírus HIV só pode ser contraído por homossexuais. |
Corpo social | Comunidade queer |
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O vídeo no YouTube de Rafael Aires, influenciador do movimento machista 'Redpill', propaga a ideia de que mulheres com certas características destacadas por ele são "estragadas", como diz no título do vídeo. Usando de exemplo "mulher com vários amigos homens" entre outras falas preconceituosas. | Corpo social | Gênero | Rafael Aires "ISSO ESTRAGA QUALQUER MULHER" | |||
Na imagem, o homem responde à publicação de um vídeo, no qual uma mulher desabafa sobre as proibições que seu noivo faz quanto ao que ela veste. O argumento do homem é de que as mulheres comprometidas devem obedecer seus maridos, e como a do vídeo vai contra seu noivo, consequentemente ela está alienada por ter uma formação acadêmica e/ou profissional. Vale o debate sobre os estigmas que ainda existem quanto ao papel da mulher na sociedade. | Corpo social | Gênero |
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A captura de tela apresenta um comentário feito em um vídeo do TikTok, no qual uma moça preparava uma salada. O internauta acha engraçado dizer que ela fez isso com "olhos fechados", preconceito comumente associado a pessoas asiáticas. Vale dizer que elas têm uma camada de gordura localizada embaixo da pálpebra, que se projeta para fora, o que é reconhecido simploriamente como "olhos puxados". | Corpo físico |
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Um post feito por uma página de fofocas no Instagram, em que o namoro de Bruna Marquezine e João Guilherme é exposto, recebeu milhares de comentários. Dentre eles, foi identificado um que ridiculariza o ator, cujo estilo é frequentemente atacado por "não ser masculino o suficiente". O internauta caracteriza esse comportamento como "estratégia de marketing", pois acredita que atualmente o "homem hétero robusto e alfa" perde oportunidades para pessoas da comunidade LGBTQIA+. Não satisfeito, ao ser contrariado por outro usuário da rede, destila comentários preconceituosos, como se apenas uma pessoa que tivesse interesses físicos por João pudesse defendê-lo. Desses trechos, infere-se que estereótipos de gênero e sexualidade ainda estão muito engessados na mentalidade de alguns, como se existisse "ser mais homossexual" que alguém apenas pelas vestimentas utilizadas. | Corpo físico |
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Um post no instagram que informa que atacante Marta divulgou imagens do seu noivado com a lateral-direita Carrie Lawrence, de 27 anos. As duas atuam juntas no Orlando Pride, time que a brasileira defende desde 2017. Os comentário do post estão recheados sexismo, machismo e homofobia. | Corpo social | Comunidade queer |
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Um video de uma narradora futebolistica falando sobre os pontos importantes do jogo, vendo os comentários observa-se um grupo de pessoas diminuindo a narradora e a sua profissão devido aos seus comentarios. | Corpo social | Profissão |
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É um comentário feito no perfil da "Globo" sobre o noivado entre duas jogadores, sendo uma delas a Marta, umas melhores jogadoras brasileiras da atualidade, e a sua noiva americana. | Corpo social | Gênero | "Mais uma prova de futebol é coisa de homem" | |||
Divulgação de um curso publicada no Instagram, dra Érica Belon afirma que a geração Mimimi dificilmente vai chegar em algum lugar, é uma geração frágil, complicada de se trabalhar... | Corpo físico | Por isso a geração Mimimi é a mais frustrada | ||||
O youtuber e influenciador Júlio Cocielo cometeu racismo em 2018, quando em um tweet da atual rede chamada 'X' associou a característica da velocidade do jogador de futebol Kylian Mbappé, um fator comum observável no esporte pela etnia de origem africana do jogador, e disse que, com isso, realizaria com eficiência uma prática de roubo de praia, o arrastão. A partir desse contexto no ano de Copa do Mundo, o Ministério Público investigou outras falas publicadas no passado por ele, identificando mais apontamentos racistas, e ele quase chegou a ser condenado a pagar uma quantia milionária, mas fora absolvido pelo preconceito. | Corpo social | Nacionalidade |
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Com o link do vídeo enviado podemos verificar uma compilação de recortes da popular 'sitcom' (série humorística do cotidiano) "Todo Mundo Odeia o Chris", em que estão registradas cenas com piadas de cunho racista em cima do protagonista referente ao título, assim como é atingido em outros eventos que giram entorno da mesma problemática ao longo dela. Em específico, reincide a aparição da personagem Srta. Morello, professora da escola em que estuda, que por sua vez se destaca por seu perfil ignorante e inconveniente sobre os fatos que acometem a vida do azarado Chris. Em muitos momentos de preconceito comete gafes de falas superdimensionadas e discriminadoras do estereótipo racial a que é colocado o personagem central. É precipitada ao assumir, pela sua cor, que é usuário de drogas e está envolvido com mazelas que presume ser da origem dele, região referida como Brooklyn, na décadas de 1980. | Corpo social | Nacionalidade | Todo mundo odeia o chris - Srta. Morello é racista? | |||
A captura de tela proveniente da rede social TikTok, possui um preconceito discursivo que induz que a mulher deve ter um comportamento específico para ser uma futura esposa. O comentário presente no vídeo faz uma relação entre “mulher da galera” como uma mulher mais extrovertida, não-prendada e por isso não seria boa para um relacionamento. E no momento que o a mulher tem essa atitude, ela perde o ideal de futura esposa, que de acordo com ele seria “recatada e do lar”. Curiosamente, no fundo podemos notar uma mulher que pode ser mãe, empregada ou alguma outra parente do dono da conta realizando uma tarefa doméstica sozinha. Tal fato, em um olhar mais aprofundado, pode ser um dado relevante sobre a socialização dele e de jovens que talvez se identifiquem com o pensamento do vídeo. |
Corpo social | Sexo |
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A imagem trata de um trecho de conversa que foi retirado de uma interação entre dois colegas de escola. Na imagem 1, a pessoa 1 (mensagens brancas) faz um comentário machista, que demonstra uma mentalidade ultrapassada de que o lugar da mulher é se ocupando de trabalhos domésticos. Quando a pessoa 2 (mensagem verde) questiona esse comentário, a pessoa 1 ainda complementa dizendo que o homem só tem que estar na posição de mandar, estabelecendo uma hierarquia patriarcal na família (onde o homem manda e a mulher obedece), e concluindo com a naturalização do trabalho doméstico como um "dom" e não como uma prática desenvolvida e aperfeiçoada ao longo de anos, demonstra a falta de conhecimento de que as atividades domésticas exigem muito esforço físico e mental de quem é responsável por executá-las diariamente. Na imagem 2, a discussão continua com a pessoa 2 argumentando que a pessoa 1 deveria ajudar nos trabalhos domésticos, o contra-argumento se dá pelo fato da pessoa 1 estudar e isso já ser o necessário e que deveria contar com a ajuda da “mulher da casa” para cuidar de outras tarefas domésticas, como limpar e cozinhar. Assim, a pessoa 2 perpetua um discurso machista de que existe uma divisão de gêneros dentro das casas. |
Corpo social | Sexo |
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O comentário se encontra em um vídeo que tem como objetivo mostrar a passagem da adolescência para a fase adulta. A influenciadora que publica o vídeo tem vitiligo, uma doença autoimune que se caracteriza pela despigmentação da pele, logo ao decorrer dos anos ela apresenta uma maior despigmentação. Na primeira imagem a influenciadora ainda adolescente tem a pele predominantemente negra, e na segunda, já adulta, a pele se torna menos pigmentada. O comentário (terceira imagem) consiste em um preconceito racial inferente ao estigma social de que pessoas negras não são honestas. Após passados anos, devido ao vitiligo, a influencer adulta apresenta apenas algumas manchas de pigmentação negra. Assim, de acordo com o comentário que diz que apenas 98 por cento dela seria honesta, o usuário faz uma comparação com o fato de a maior parte do corpo ter sofrido com a despigmentação, como se a influenciadora tivesse "enbranquecido" e perdesse, junto ao tom da pele, a característica de desonesta. |
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Entrevista concedida pelo ator Victor Fasano à Revista Veja, edição publicada em 11/10/1995, na qual compara homossexualidade à doença e à pedofilia, relativiza abuso de menores, cogita sexo entre crianças, e afirma que "Hitler tinha razão". | Corpo social | Comunidade queer |
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Em um post do ator João Guilherme, feito no dia dos namorados, um internauta faz um comentário preconceituoso sobre o seu estilo, julgando-o muito feminino para um homem. | Corpo social | Tradição x mudança |
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Em um post do Instagram em que a atriz Bel Moreira divulga seu noivado com sua noiva, Halana, uma internauta comenta "Isso é pecado!", condenando moralmente sua opção sexual como se o casamento devesse permanecer restrito aos casais heterossexuais. | Corpo social | Comunidade queer |
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Em um postagem que publica comentários preconceituosos contra Preta Gil, chamando-a de gorda e feia, um internauta reforça esse preconceito. | Corpo social |
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No Livro “Capitães da Areia", de Jorge Amado, temos a descrição explícita de um estupro cometido pelo personagem “Pedro Bala”, um dos que tem maior destaque na trama. Na descrição desse episódio, portanto, parece haver uma relativização do crime de estupro devido ao comentário final desse narrador, que desconsidera o poder de escolha da vítima, ao demarcar que ela só poderia não querer ter uma relação sexual com o personagem por possivelmente apresentar uma falsa modéstia - no texto apresentado pelo termo “chiquê” -, e por ter a oportunidade de fazer isso com outro homem. | Corpo social | Sexo | “[...] Baixou a cabeça, mordeu a mão de Pedro que segurava seu seio. Pedro deu um grito, retirou a mão, ela se levantou e correu. Mas ele a pegou e agora seu desejo estava misturado com raiva. – Vamos deixar de chove-não-molha e tentava derrubá-la. – Deixa eu ir embora, desgraçado. Tu quer fazer minha desgraça, filho da mãe? Deixa eu ir embora, que não tenho nada com tu. Pedro não respondia. Conhecia outras que faziam chiquê. Em geral porque tinham um amante a esperá-las. [...]” (AMADO, Jorge. Capitães da Areia. Rio de Janeiro: Record, 1993, p. 86.) |
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Um comentário preconceituoso é feito numa postagem de Davi Brito, o vencedor do BBB 24, em que um internauta implicita que a condição social do competidor interfere e limita a sua mentalidade e decisões de forma maléfica, como se uma mentalidade elevada estivesse restrita a quem pertence a uma elite. | Corpo social | Capital |
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No trecho retirado do livro “Capitães da Areia", de Jorge Amado, temos a descrição de uma mulher descendente de negros e indígenas, em que são utilizados termos extremamente negativos sobre a sua aparência e o seu comportamento, além disso, temos também um teor avaliativo sobre a relação que essa personagem possui com um homem também caracterizado no excerto de forma pejorativa, a respeito de sua cor e estrutura física. O narrador, desse modo, ao final do trecho, deixa subentendido que essa personagem não poderia de ser amada como as outras mulheres, por não ser considerada atraente, restando para ela entregar-se a um homem que a valoriza apenas porque corresponde de uma fisionomia, da mesma maneira, desagradável. |
Corpo físico | “[...] Maria Cabaçu era feia, mulata escura, filha de negro e índia, grossa e zangada. Dava nos homens que a achavam feia. Mas se entregou toda a um cearense amarelo e fraco que a amou como se ela fosse uma mulher bonita, de corpo belo e olhos sensuais. [...]” (AMADO, Jorge. Capitães da Areia. Rio de Janeiro: Record, 1993, p. 234.) | ||||
No Livro “Capitães da Areia”, de Jorge Amado, temos a representação de um personagem com deficiência, nomeado na trama como “Sem-pernas”. Além do próprio apelido já conter um teor preconceituoso, por reforçar a caricaturização da deficiência do personagem, temos, em um trecho do livro, a ridicularização da aparência desse menino, pelo fato do narrador comparar a sua mobilidade com a de um caranguejo e considerá-lo repulsivo por conta disso. | Corpo físico | “[...] Outros eram feios, mas ele era repulsivo com a perna coxa, andando feito caranguejo. [...]” (AMADO, Jorge. Capitães da Areia. Rio de Janeiro: Record, 1993, p. 217.) | ||||
Um comentário preconceituoso é feito contra o presidente Lula em um post de seu instagram, em que o internauta usa a condição de ex-presidiário do presidente para ofendê-lo e implicitar que o lugar dele não é na presidência. | Corpo social | Liberdade |
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Um comentário preconceituoso foi feito em um post da Rafaella Justus, acometida pela condição de estenose crânio-facial, em que suas características físicas faciais são julgadas e a internauta comenta que a adolescente só ficará bonita quando fizer cirurgias plásticas. | Corpo físico |
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Um comentário preconceituoso foi feito à postagem de anúncio de namoro entre a atriz Fernanda e sua parceira. | Corpo social | Comunidade queer |
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Deputado, Nikolas Ferreira, faz comentário transfóbico contra outra deputada, Erika Hilton, durante a Câmara. Erika Hilton está criticando uma mulher a chamando de "ridícula" e "feia", então Nikolas fala que "pelo menos ela é ela" | Corpo social | Erika Hilton | ||||
Tweet abertamente machista. Trata-se duma postagem assumindo que o desgosto pelas narrações femininas no futebol tem origem apenas no preconceito. Ademais, os comentários da postagem ressaltam o teor misógino em que a mulher está inserida no ambiente do esporte. Levando em conta a fama do futebol no Brasil, principalmente entre crianças e adolescentes, é imprescindível que os professores/orientadores que lidarem com jovens assim demonstrem como a aversão às narrações femininas nos esportes não faz sentido e incentivarem o consumo de materiais assim (narrados por mulheres, com esportistas mulheres etc), para que não haja mais estranheza diante da presença feminina nesses ambientes. | Corpo social | Sexo | Tweet + comentários machistas sobre narração feminina no futebol | |||
Outro exemplo de comentário negativo na mesma publicação da parabenização da conquista da primeira mulher negra escalar o Monte Everest. O comentário afirma que "não é grande coisa" ou sugere que "qualquer pessoa poderia fazer isso", tentando diminuir a relevância da conquista. | Corpo físico |
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Comentário retirado de uma publicação no Instagram que parabenizava a primeira mulher negra a escalar o Monte Everest. O comentário, visivelmente negativo, minimiza a conquista, sugerindo que a cor da pele da alpinista não deveria ser mencionada, ou insinua que a realização só ganhou destaque devido a cor alpinista, não pelo mérito em si. | Corpo social |
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O Cravo e a Rosa, música popular infantil brasileira, apresenta uma interpretação de violência contra a mulher nos minutos 0:35 à 0:44, em que é possível observar isto no seguinte trecho: "[...] O Cravo saiu ferido/ E a Rosa, despedaçada". Observamos que a Rosa chegou ao ponto de ficar aos pedaços nas mãos do Cravo, enquanto ele sofreu apenas algumas feridas. Logo, podemos insinuar que a música apresenta, indiretamente, um caso de violência que é tocado para diversas crianças brasileiras. | Corpo social | Sexo | O Cravo brigou com a Rosa. | |||
O repórter assume que o cidadão negro com a camiseta do clube Pinheiros é um catador de bolinha de Tênis, ao invés de um atleta. | Corpo físico | |||||
Raquel Brito, irmã do vencedor do reality Big Brother Brasil 2024, Davi Brito, tem recebido atenção da Internet nos últimos dias. Aproveitando a nova fama, ela pediu, por meio de publicação no “X”, recomendação de livros. Como resposta, diversos internautas indicaram dicionários e livros destinados à alfabetização infantil como forma de atacar a maneira como Raquel fala e escreve, bem como incitá-la a utilizar o português dito como “correto”. Raquel se manifestou contra tais comentários e comentou, ainda em seu “X”, sobre a injustiça social e falta de oportunidades durante a vida que a permitissem trabalhar sua gramática e vocabulário, assim como grande parte dos brasileiros que também se enquadram nessa situação. Continuou dizendo que estava feliz por finalmente ter condições para ler e que isso não deveria ser menosprezado por ninguém. |
Corpo social | Formação escolar |
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Desmerecimento dos atletas olímpicos não medalhistas |
Corpo social | Profissão | Guilherme Beltrao | |||
Machismo perpetuado pelos comentaristas brasileiros das Olimpíadas 2024/ O mérito atribuído ao marido da medalhista olímpica Tati Weston-Webb |
Corpo social | Sexo | Durante as transmissões das Olimpíadas de 2024, ocorridas em Paris, tornou-se, infelizmente, comum que os comentaristas recorressem a comentários escancaradamente machistas para se referirem às atletas da edição. Tem-se, em plataformas que não se comprometem a apresentar vozes plurais, a proliferação de comentários desrespeitosos – que, muitas vezes, invalidam a participação das mulheres. Na plataforma CazéTV, um dos repórteres presentes, Marcelo Trekinho, disse em relação à performance da surfista Tatiana Weston-Webb: “Tati é muito rata de bateria. Esposa do Jesse. Acha que o Jesse não ensinou tudo o que ela tem que fazer?”. Ao vincular a boa performance realizada pela atleta à ajuda de seu marido, Marcelo retira os treinos e esforço dela do enfoque, conferindo seu mérito a outra pessoa, sendo esta um homem. Anexos: [Revista TPM [online]]. https://porteiradomato.com.br/ela-faz-tudo-lava-a-louca-cozinha-limpa-frase-sexista-contra-sara-errani-de-comentaristas-franceses/21064/ https://x.com/DesJournalistes/status/1818686738501374229?ref_src=twsrc%5Etfw |
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Machismo perpetuado pelos comentaristas brasileiros das Olimpíadas 2024/ Tenista italiana como a “chefona” que realiza trabalhos domésticos | Corpo social | Sexo | Durante as transmissões das Olimpíadas de 2024, ocorridas em Paris, tornou-se, infelizmente, comum que os comentaristas recorressem a comentários escancaradamente machistas para se referirem às atletas da edição. Tem-se, em plataformas que não se comprometem a apresentar vozes plurais, a proliferação de comentários desrespeitosos – que, muitas vezes, invalidam a participação das mulheres. Um comentarista da rádio francesa RMC proferiu a frase “À esquerda está a Sara Errani que é a chefe, ela faz tudo: lava a louça, cozinha, limpa” durante uma partida de tênis feminino em duplas em que jogavam as italianas Sara Errani e Jasmim Paolini e as francesas Carolina Garcia E Diane Parry. Tal fala associa o protagonismo da tenista à esfera domiciliar, saindo do que seria convencional em uma transmissão esportiva, isto é, fazer referência às habilidades e marcas notórias da atleta. REFERÊNCIAS https://porteiradomato.com.br/ela-faz-tudo-lava-a-louca-cozinha-limpa-frase-sexista-contra-sara-errani-de-comentaristas-franceses/21064/ https://x.com/DesJournalistes/status/1818686738501374229?ref_src=twsrc%5Etfw |
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Meme de conotação misógina encontrado no Tik Tok. Nele, implica-se que a presença de uma mulher seria tão ou mais ameaçadora que a de um animal selvagem, o que é reforçado pelo desprezo ao movimento feminista na descrição. |
Corpo social | Sexo |
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Em um vídeo na plataforma TikTok sobre o resultado do concurso cosplay do evento Brasil Game Show de 2023, o seguinte comentário: "é só ter um cosplay de uma personagem gostosa que tu já ganha", creditando o sucesso feminino apenas à aparência, desvalorizando o esforço e trabalho. | Corpo social | Sexo |
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Comentário "lufy não e obeso" feito a um cosplayer em um vídeo gravado para a plataforma TikTok, de forma a comparar pejorativamente, com relação ao peso, a pessoa com o personagem Luffy da obra One Piece do qual se caracterizava. Representa-se no discurso desejo de cercear a ação da outra pessoa por não corresponder a um ideal de beleza e não ser igual a um personagem que é fictício. | Corpo físico |
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A publicação consiste em dois comentários que incitam gordofobia de pessoas distintas que fazem parte de uma comunidade denominada 'ed twt' (eat disorder twitter), que incentiva transtornos como bulimia e anorexia, retirados da rede social X (antigo Twitter). O primeiro comentário (usuária 2) questiona se as pessoas dessa comunidade teriam o corpo do vídeo (imagem de uma mulher de blusa branca e calça rosa) por 10 mil reais, entende-se que para ter esse corpo seria necessário ganhar tal quantia para compensar o fato de ter um corpo não-ideal nos padrões da comunidade. O segundo comentário (usuária 1) afirma que o corpo do vídeo é o mesmo de uma de suas professoras e fala que tem dó dela por isso, de maneira que a usuária acredita que um corpo assim é digno de dó. |
Corpo físico |
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Na foto publicada nas redes sociais da cantora Maiara, da dupla Maiara e Maraisa, ela mostra um pouco de sua rotina de treino depois de fazer cirurgia bariátrica com o objetivo de emagrecer. E choca internautas com o resultado do seu emagrecimento. Muitas pessoas comentam de forma preconceituosa comparando a cantora a figura de um cadáver, e até mesmo com a do falecido Tio Paulo, como ficou conhecido o senhor que a sobrinha levou ao banco para fazer empréstimos como ele já morto. | Corpo social |
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Em um post no Facebook da página "Wattpad memes", temos a foto de um pai segurando seu filho (bebê) no colo. Nos comentários do post, é possível notarmos frases preconceituosas quanto a aparência física de pai e filho. Os internautas, escrevem frases como: "Se as orelhas tivessem nascido nas costas seria um anjo". | Corpo social |
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Neste shorts (vídeos curtos) publicado no YouTube pelo canal @SemConforto, vemos um recorte de um episódio da série Chaves (1973), a qual o protagonista, Chiquinha e o resto da turma fazem comentários gordofóbicos em relação ao personagem Nhonhô, Eles comparam a aparência física do garoto com a de um circulo que o professor fez na lousa, fazendo assim bullying com o garoto. | Corpo social | Gordofobia com Nhonhô | ||||
uma postagem que debatia a influencia das mulheres no futebol e a visão que a sociedade tem disso. | Corpo social | Profissão |
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No episódio do seriado de Chaves, minutagem 8:36 até 8:46, podemos identificar machismo na fala do personagem Quico, ao zombar do protagonista. Chaves não se faz presente quando ele encontra um ferro de passar roupas colocado no barril, e com isso compara apenas o fato do objeto se encontrar na sua moradia com o suposto modo que brincaria, como "menininhas". Essa é uma associação genérica, geralmente assumida pelo binarismo de gênero com o qual cada brincadeira de criança (a fase encenada pelos personagens) deve, segundo a expectativa dos adultos ao entorno, ser inadequada ao explorar outros brinquedos ou objetos que não estejam relacionados a identidade de gênero ou sexo delas. Além de expressar, concomitantemente, o pensamento do senso comum patriarcal cujas mulheres, desde a juventude, devem se dedicar às tarefas domésticas, para quem sabe seguirem o exemplo das figuras maternas ou das "donas de casa". | Corpo social | Sexo | Chaves - O ladrão (1974) | |||
O Ministério do Esporte publicou, no dia da abertura das Olimpíadas 2024, uma imagem considerada de cunho racista em alusão à delegação brasileira nos Jogos Olímpicos, a qual os atletas participaram do desfile em barcos no rio Sena.. A publicação feita na rede social X (antigo Twitter) mostrava um macaco, com um chapéu, dentro de uma embarcação. “Todo mundo aguardando o nosso barco”, dizia o post, que acompanhava um emoji com a bandeira do Brasil. | Corpo social |
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A tiktoker Lorena humilhou - a maquiadora e youtuber - Karen Bachini. A tiktoker gravou um vídeo nas redes com uma indireta para a maquiadora, chamando-a de suja por não ser uma menina/mulher padrão (menina de cabelo longo, liso, branca, com pouca maquiagem...). Fazendo assim, um julgamento acerca do visual de Karen de forma preconceituosa. | Corpo social | Tiktoker humilha a maquiadora Karen Bachini | ||||
Em um post da página "Cinéfilo Preguiçoso", no Facebook, notamos quatro imagens de atrizes que atuaram em live actions da Branca de Neve. Em uma das imagens, podemos observar a foto da atriz Rachel Zegler (cuja descendência é latina), que interpretará a Branca de Neve (protagonista) no filme que lançará em 2025. Nos comentários dessa publicação há diversos comentários preconceituosos dos internautas, no qual um deles compara a atriz com um homem, questionando a sua aparência e falando que o filme será de qualidade duvidosa devido a escolha da atriz, mais uma vez, julgando sua aparência. | Corpo social |
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O tweet em questão com teor racista foi uma resposta a outro tweet que comentava sobre a nova variante da varíola do macaco FALTOU O DADO | Corpo físico | |||||
Durante um jogo de vôlei nas Olimpíadas de 2024, a comentarista Adenizia, do canal do YouTube "Caze TV", que é um dos principais transmissores dos eventos esportivos, fez um comentário xenofóbico e inapropriado sobre a nacionalidade e a etnia de uma árbitra de origem asiática. Adenizia ironizou sugerindo que a árbitra "abrisse" o olho para verificar a falta das jogadoras turcas contra as brasileiras ("Abre o olho, japonês"). A declaração gerou uma ocorrência negativa significativa entre os espectadores e nas redes sociais, levantando questões sobre a responsabilidade dos narradores e a necessidade de uma abordagem mais respeitosa e inclusiva na cobertura. | Corpo físico | Comentarista apresenta fala xenofóbica durante a transmissão de um jogo. | ||||
O vídeo em questão tem o teor de recreação, contudo em seu conteúdo tem a manifestação de preconceitos em corpo físico (raça e dimensão). | Corpo físico | Influencer faz piada comparando macaco com criança | ||||
O meme consiste no preconceito linguístico, em que o indivíduo ridiculariza a forma “errônea”, porém popular, que as pessoas utilizam ao se comunicarem informalmente (por escrito). FALTOU O MEME. | Corpo social | Formação escolar | ||||
No vídeo a mulher que contrata os serviços de limpeza faz uma piada sobre a colaboradora cantar horrivelmente e ela sair de casa para que os vizinhos não achem que a mulher está sendo maltratada. Os comentários no entanto reclamam da nomenclatura "colaborador", politicamente correta. | Corpo social | Profissão | Quando minha funcionária canta |
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Trata-se de um comentário feito em um vídeo em que a atriz e modelo Giovanna Alparone, bem conhecida no universo juvenil, faz uma “dancinha” viral. Um comentário contém teor preconceituoso objetificando a atriz. | Corpo social | Gênero | Only fans |
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Na imagem uma moça relata um acontecimento passado de sua vida, em que optou por não sair um rapaz. Comentários misóginos falam sobre sua falta de caráter pela sua escolha. | Corpo social | Sexo |
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Em um vídeo resposta a uma garota racista, a artista angolana Briisa faz um rap autêntico enaltecendo os traços negros, tais como cabelo crespo e relacionando os comentários racistas a falta de amor próprio e empatia. Em contraproposta, alguns raros comentários criticam a música. COLOCAR O VÍDEO ORIGINAL. | Corpo físico | Rap: versão, sotaque brasileiro | ||||
No vídeo, uma jovem aplica uma maquiagem com temática de festa junina. No entanto, os comentários direcionados à sua condição física são maldosos. | Corpo físico | Mobilidade ou percepção | Maquiagem de festa junina |
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No vídeo, uma jovem realiza uma dublagem de uma música da artista Gloria Groove. Nos comentários, observa-se a presença de críticas referentes à sua aparência física, sendo comparada a um personagem do jogo Minecraft. | Corpo físico | Trend: o nosso primeiro beijo | ||||
O vídeo mostra uma mulher dublando uma música, enquanto os comentários ridicularizam sua aparência física. | Corpo físico | Estrutura e dimensões | Trend Mc Dalest |
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No vídeo, uma mulher faz referência a uma tendência em que as pessoas afirmam que, apesar da idade, ainda têm um rosto jovem. Ela, no entanto, faz comentários gordofóbicos ao afirmar que algumas mulheres não pertencem a essa tendência, pois, segundo ela, "não possuem um rosto jovem, mas são apenas gordas". COLOCAR O DADO E O LINK. | Corpo físico | |||||
No vídeo, uma mulher faz uma lista de características físicas que ela considera "feias" e justifica seu preconceito e misoginia com a frase "é minha opinião, se não gostou, passe o vídeo". | Corpo social | Características que eu acho feias | ||||
O vídeo mostra um jovem na escola, com um áudio de fundo que repete a frase "isso é falta de dar, falta de dar". Nos comentários, essa expressão é relacionada a professoras, com o objetivo de denegrir a imagem dessas profissionais. | Corpo social | Sexo | Quando a professora chega descontando tudo nos alunos. Meu pensamento: | |||
O vídeo apresenta um jovem que, sob uma ótica preconceituosa, demonstra como seria ter duas mães. Ao longo do vídeo, ele faz comentários misóginos, homofóbicos e transfóbicos proferindo declarações que degradam a imagem das mães. | Corpo social | Comunidade queer | Pov: o bebê na barriga descobrindo que tem duas mães | |||
A trend (modelo de vídeo populares em redes sociais que geram engajamento) revela que, predominantemente, mães estão gravando vídeos de suas filhas lavando a louça, com legendas que variam conforme a idade da criança. A maioria dos vídeos apresenta meninas, enquanto há poucos casos envolvendo meninos. | Corpo social | Sexo | https://www.tiktok.com/@casinhadabrunaa_/video/7393796637233106181 | |||
Um comentário preconceituoso é feito no post do Instagram do Presidente Lula em virtude de sua condenação, que diz "Volta pra tua jaula". FALTOU DADO | Corpo social | Liberdade | ||||
Uma pessoa faz um comentário na foto de Rafaela Pinheiro Justus, que nasceu com a condição de estenose crânio facial, que se caracteriza pela má formação óssea do crânio, dizendo que ela ficaria bonita se fizesse plástica. Tal comentário foi preconceituoso pois determina que a menina não é bonita. FALTOU O DADO | Corpo físico | |||||
Uma pessoa faz um comentário dizendo que tem pena dos pais de Fernanda Souza e sua parceira no post do Instagram em que elas divulgam pela primeira vez o relacionamento após o divórcio de Fernanda Souza com o cantor Thiaguinho. O comentário configura um preconceito em relação à orientação sexual do casal. NÃO TEM DADO REGISTRADO | Corpo social | Comunidade queer | ||||
Uma mulher comenta numa foto do ator Reynaldo Gianecchini, em que este está caracterizado de drag para um papel que ele está interpretando, e ela diz que seu fim é "triste" e "lamentável", o que indica que ela foi preconceituosa com o fato do ator estar representando e caracterizado como drag. | Corpo social | Comunidade queer |
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Recorte publicado no TikTok de um episódio da novela "Carrossel", que tem o público infantil como alvo. No vídeo, um dos personagens faz uma piada de teor machista para a turma. É ideal que a problemática da fala seja esclarecida para as crianças que têm contato com o conteúdo. | Corpo social | Sexo | ||||
Repercussão do caso Imani Khalif nas redes sociais O caso de Imani Khalif, boxeadora argelina, surtiu muitos comentários nas redes sociais, pois reacendeu a discussão acerca da participação de atletas transexuais nas modalidades de seus respectivos gêneros. Nas mídias digitais, pessoas começaram a acreditar que Imani era atleta transexual – o que foi provado falso, mais tarde – e por isso não deveria estar participando da disputa feminina. Em um post sobre o assunto feito no Instagram pela pesquisadora e socióloga Lilia Schwarcz, pode-se observar diversos comentários que demarcam a intolerância discursiva. Entretanto, para o fim da presente pesquisa, optamos pela imagem inserida abaixo. A análise da discursividade deve partir dos termos escolhidos – é necessário entender o motivo de tais adjetivos serem considerados pejorativos: pessoa que menstrua ou pessoa que engravida são termos guarda-chuva para acoplar todos os gêneros que se sintam incluídos; torna-se um problema, entretanto (e, desse modo, pejorativo), porque rejeita a binariedade imposta pela sociedade (homem e mulher, masculino e feminino, de forma clara e demarcada). Além disso, pode-se observar, ao final do comentário, que a pessoa faz questão de flexionar o gênero no masculino (“defendê-lO”) – dessa forma, assume um lado e uma opinião de acordo com as palavras que usa – ou os termos que se recusa a usar. |
Corpo social | Comunidade queer |
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Repercussão do caso Imani Khalif nas redes sociais O caso de Imani Khalif, boxeadora argelina, surtiu muitos comentários nas redes sociais, pois reacendeu a discussão acerca da participação de atletas transexuais nas modalidades de seus respectivos gêneros. Nas mídias digitais, pessoas começaram a acreditar que Imani era atleta transexual – o que foi provado falso, mais tarde – e por isso não deveria estar participando da disputa feminina. Em um post sobre o assunto feito no Instagram pela pesquisadora e socióloga Lilia Schwarcz, pode-se observar diversos comentários que demarcam a intolerância discursiva. Entretanto, para o fim da presente pesquisa, optamos pela imagem inserida abaixo. A análise da discursividade deve partir dos termos escolhidos – é necessário entender o motivo de tais adjetivos serem considerados pejorativos: pessoa que menstrua ou pessoa que engravida são termos guarda-chuva para acoplar todos os gêneros que se sintam incluídos; torna-se um problema, entretanto (e, desse modo, pejorativo), porque rejeita a binariedade imposta pela sociedade (homem e mulher, masculino e feminino, de forma clara e demarcada). Além disso, pode-se observar, ao final do comentário, que a pessoa faz questão de flexionar o gênero no masculino (“defendê-lo”) – dessa forma, assume um lado e uma opinião de acordo com as palavras que usa – ou os termos que se recusa a usar. |
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Machismo perpetuado pelos comentaristas brasileiros das Olimpíadas 2024 | Corpo social | Sexo | Durante as transmissões das Olimpíadas de 2024, ocorridas em Paris, tornou-se, infelizmente, comum que os comentaristas recorressem a comentários escancaradamente machistas para se referirem às atletas da edição. Tem-se, em plataformas que não se comprometem a apresentar vozes plurais, a proliferação de comentários desrespeitosos – que, muitas vezes, invalidam a participação das mulheres. Marcelo Trekinho, comentarista da CazéTV – plataforma que ascendeu ainda mais nas Olimpíadas e se tornou conhecida por propagar comentários preconceituosos –, acompanhou a participação de Luana Silva no surfe com a seguinte frase: “Se fosse o Medina ele não ia deixar. Ele já teria pegado a onda, feito alguma coisa”. O comentário compara Silva a um atleta do surfe masculino, Gabriel Medina, e a coloca em uma posição de inferioridade e incapacidade, ou seja, na opinião de Trekinho, se um homem executasse aquela tarefa, ele a faria se maneira muito mais satisfatória e exemplar do que a mulher que a está executando no momento – simplesmente por ser homem! |
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Machismo perpetuado pelos comentaristas brasileiros das Olimpíadas 2024 | Corpo social | Sexo | Durante as transmissões das Olimpíadas de 2024, ocorridas em Paris, tornou-se, infelizmente, comum que os comentaristas recorressem a comentários escancaradamente machistas para se referirem às atletas da edição. Tem-se, em plataformas que não se comprometem a apresentar vozes plurais, a proliferação de comentários desrespeitosos – que, muitas vezes, invalidam a participação das mulheres. Bob Bollard, comentarista da Eurosport, quando comentando o atraso do time feminino de natação da Austrália, proferiu a seguinte frase: “Bem, as mulheres estão terminando. Você sabe como elas são... Andam por aí, se maqueiam”. A fala, dita em tom de zombaria, busca rebaixar as mulheres, indicando que se preocupam apenas com coisas fúteis e não poderiam chegar no momento certo, pois estão postas no lugar comum da futilidade, preocupadas com maquiagens e passeios. REFERÊNCIAS https://oglobo.globo.com/esportes/olimpiadas/noticia/2024/07/28/comentarista-de-rede-de-tv-europeia-e-demitido-de-cobertura-olimpica-apos-comentarios-sexistas-sobre-nadadoras.ghtm |
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A imagem retirada da rede social X (antigo Twitter), há uma comparação de duas pessoas que inferioriza duas pessoas de acordo com sua formação escolar. O usuário 1 posta que está lendo um livro e sua da dedicatória na foto. A comparação está presente no comentário do usuário 2 que diz que a usuária 1 e o influenciador analfabeto “Luva de Pedreiro” possuem a mesma bagagem intelectual. De maneira que inferioriza o usuário 1 por ler um livro considerado “fácil/ridículo” e inferioriza o influenciador também, considerando o analfabetismo como um problema intelectual e que essas pessoas são dignas de um tratamento baixo. |
Corpo social | Formação escolar |
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Este episódio de Chaves retrata o personagem de mesmo nome sendo chamado de ladrão após o Sr. Furtado esconder os seus furtos no barril do garoto. Com isso, os moradores, sem perguntar ao Chaves se foi ele que roubou os objetos, acusam-no de ladrão, fazendo com que o protagonista saia da vila por uma noite. Vale lembrar que o Chaves é retratado como um garoto pobre, logo já havia uma pré-condição de usar a criança como bode expiatório sem pensar na possibilidade de ter sido outra pessoa. O ocorrido começa a partir do minuto 8:35. | Corpo social | Capital | Chaves - O Ladrão da Vila (1974) | |||
Machismo perpetuado pelos comentaristas brasileiros das Olimpíadas 2024. Durante as transmissões das Olimpíadas de 2024, ocorridas em Paris, tornou-se, infelizmente, comum que os comentaristas recorressem a comentários escancaradamente machistas para se referirem às atletas da edição. Tem-se, em plataformas que não se comprometem a apresentar vozes plurais, a proliferação de comentários desrespeitosos – que, muitas vezes, invalidam a participação das mulheres. Marco Freitas, comentarista de vôlei do SporTV, propõe a impossibilidade de que a mulher, quando aposentada, possa dedicar-se a outras atividades que não as domésticas; Faz questão de remetê-la ao marido, inserindo-a em um lugar de submissão e cuidado indevidos. Comentarista é acusado de machismo [online]. Disponível em: https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/televisao/comentarista-e-acusado-de-machismo-apos-fala-sobre-aposentadoria-de-atleta-123271?cpid=txt. Acesso em 15 ago 2024. |
Corpo social | Sexo | “Aliás, falando em Japão, Sarina Koga anunciou a aposentadoria pós-Jogos. É ruim para a seleção japonesa, ruim pro mundo do voleibol, mas bom para o marido dela, né? Vai ter ela em casa, mais tranquila, cuidando da família”. | |||
Gesto supremacista feito por treinadora de ginástica nas Olimpíadas Noémi Gelle, treinadora da ginasta húngara Fanni Pigniczki, realizou, durante as Olimpíadas de 2024, um “apito de cachorro” frente às câmeras de transmissão. De acordo com Goldstein, Milkman e Durão (2019, p. 822): “a ‘política do apito do cachorro’ é baseada em um código partilhado por grupos específicos; trata-se de uma mensagem política dirigida a um grupo que domina o código e é capaz de entender seus significados, um tipo de discurso que parece significar uma coisa para a população em geral, mas que tem um significado diferente para uma parte específica do público”. A gestualidade de Gelle remete – de modo muito mais óbvio do que o esperado para um apito de cachorro (dog whistle, em inglês) – aos movimentos neonazistas e supremacistas brancos. O símbolo é feito de modo a formar as letras W e P com as mãos, trazendo à tona as palavras White Power (poder branco, em português). REFERÊNCIAS GOLDSTEIN, Donna; MILKMAN, Arielle; DURÃO, Susana. Entre o Riso e o Trágico: Perspectivas sobre Modos de Vida no Brasil: Entrevista com Donna M. Goldstein. Revista de Antropologia, v. 62, n. 3, pp. 819-837, 2019. OLIVEIRA, Fabia. Treinadora de ginasta húngara é detonada por suposto gesto nazista. Metrópoles [online], 2024. Disponível em: https://www.metropoles.com/colunas/fabia-oliveira/video-treinadora-de-ginasta-hungara-e-detonada-ao-fazer-gesto-nazista. Acesso em 14 ago 2024. |
Corpo social | Nacionalidade |
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Foto de meninos vestindo roupas coloridas com calças largas e óculos escuros. A mudança da vestimenta aponta para grupo/tribo/cena relacionada a movimento funk carioca. | Corpo social | Tradição x mudança |
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Animação que procura associar traços étnicos a características próprias de animais | Corpo físico | Extrato do filme Tarzan | ||||
Texto que trata PCD, definindo-a impossibilidade por isso de receber um julgamento positivo completo. | Corpo físico | O pior é que era coxa. Uns olhos tão lúcidos, uma boca tão fresca, uma compostura tão senhoril; e coxa! Esse contraste faria suspeitar que a natureza é às vezes um imenso escárnio. Por que bonita, se coxa? por que coxa, se bonita? Tal era a pergunta que eu vinha fazendo a mim mesmo ao voltar para casa, de noite, e não atinava com a solução do enigma. |